Fui ao shopping, andei para lá e para cá, o cafezinho de sempre e… Quando me vi estava outra vez na livraria. Olhos para cima e para baixo, procurando alguma novidade, como se houvesse novidade na Psicologia. Já disse aqui que não cursei os cinco anos de Psicologia e mais um ano e meio de estágios obrigatórios para ganhar dinheiro. Fiz por gosto. Aliás, é o que recomendo aos jovens, não entrem em fria, não sigam a carreira incentivada pelo pai, pela mãe, pelo avô, pela mãe Joana, por ninguém. Sigam seus corações. Bom, mas como disse, estava na livraria quando meus olhos pousaram sobre um livro de capa azul e um título gritante: “OSHO – saúde emocional”. Fazer o quê? Comprei o livro e… Nada, absolutamente nada de novo, como de novo nada há na Psicologia. Desde Adão e Eva somos o que somos, vivendo nos nossos tempos, mas… Por dentro, todos iguais e iguais ao longo do tempo. Lá pelas tantas, lendo o livro “dito” do Osho, guru indiano (1931/1990), me deparei com uma afirmação que a uso desde que nasci, uma afirmação inerente à condição humana. E como também já disse aqui incontáveis vezes, sempre concordamos com quem pensa igual a nós. Certa altura, nesse livro do Osho, lê-se que: – “O homem mais rico do mundo, num certo sentido, é o mais pobre também. Ser rico e não ser pobre é uma grande arte. Ser pobre e ser rico é a outra face dessa arte. Existem pessoas pobres que você achará imensamente ricas. Elas não têm nada, mas são ricas. Não são ricas em coisas, mas em seu ser, em suas experiências multidimensionais. E existem pessoas ricas que têm tudo, mas são absolutamente pobres, ocas, vazias”. Claro que só repassei essa frase “dita” pelo Osho porque vivo dizendo isso por aqui, comento nas rádios que me reproduzem em Santa Catarina, nas colunas e nas palestras. Se dinheiro garantisse felicidade, os ricos seriam todos felizes, não são. Há muito mais pobres felizes sobre a Terra que ricos. Felicidade é uma inteligência da sensibilidade das percepções e dos valores das pessoas. O mais é mundanismo barato, figurações mentirosas na ostentação dos gastos e das visões materiais. Os felizes são quietos e não gostam de barulho, do barulho das ostentações inúteis.
SONO
Há várias razões para perdermos o sono ou dormir mal. À medida que envelhecemos dormimos menos, mas… Continuamos a dormir. Não dormir por uma razão muito especial não é problema, o problema surge quando não temos razão para a insônia. De um modo ou de outro, fique claro: “O uso prolongado de remédios para dormir afeta o bem-estar dos idosos, gera problemas mentais, altera o humor e aumenta o risco de quedas”. Recado da Agência Einstein, médicos americanos.
AMIGOS
Tenho amigos que não escondem, só dormem sob o efeito de comprimidos. Viciaram-se e afirmam que sem os comprimidos é perda de tempo tentar dormir. Será que não sabem que pessoas que se tornam dependentes de soníferos não vão viver muito, vão ter sérios problemas cognitivos, vão enfrentar “sintomas” que não vão vincular aos soníferos? Sim, mas e os médicos dessas pessoas? Quem?
FALTA DIZER
Diz o ditado que tudo o que é demais aborrece. Ou mata. Hoje estou em cima do sono, um sono que deve ser natural, mesmo que por pouco tempo. Os soníferos não são venenos, mas só devem ser utilizados em situações especiais e por poucos dias, tudo sob orientação médica. O mais é… Encurtar o caminho.