Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Verdades baratas

Por: Luiz Carlos Prates

06/08/2026 - 07:08

Muita gente já me disse que está tudo bem, nenhum problema pela frente, mas… Deitam à noite e dormem mal, acordam muitas vezes, pensamentos negativos e assustadores os ocupam a cabeça sobre o travesseiro. Há algumas questões que poucos sabem ou delas se deram conta. A primeira, por exemplo, é que ao deitarmos apagamos a luz, o escuro assume o poder… E a segunda, casada com a primeira, é que deitados pensamos diferente do que pensamos quando estamos fora da cama, de pé. Poucos sabem disso, deitados e no escuro quem não tiver uma boa cabeça vai pagar a conta. Vai pagar uma conta vaga, imprecisa, mas… Uma conta alicerçada sobre medos e inseguranças. E esse tipo de consciência à noite, na cama, costuma tirar o sono, perturbá-lo mesmo. Já disse aqui miríade de vezes que não precisamos ter um problema na nossa mão para perdermos o sono ou mesmo durante o dia. Vem dessa verdade a razão de muitas pessoas consumirem de modo habitual e extremamente danoso à saúde algum sonífero para poder cair no sono. Mas isso não é sono, é “anestesia” emocional. A pessoa dorme, mas não dorme o sono dos pacíficos. Vai haver encrencas na saúde mais tarde. Insegurança, muitos pensam, resulta de questões meramente materiais, mas pensar assim é grave equívoco. Nossas inseguranças, depois de adultos e “bem vividos”, costumam se erguer sobre medos, pensamentos de abandono, solidão, uma espécie de pobreza bem mais árdua que a pobreza financeira. Ricos vivem de igual modo essas “insônias” desagradáveis. E será por dinheiro? Até pode ser, desde que o idiota fique a pensar que milhões e cada vez mais milhões no banco lhe vai garantir sono tranquilo. Não vai. Já foi dito que o que mais tememos é o que costumeiramente não acontece. Não acontece, mas nos abate a saúde durante o dia e tira-nos o sono à noite. Adam Smith, filósofo escocês, 1773/1790, deixou-nos uma frase sagaz, esta: – “O que se pode acrescentar à felicidade de uma pessoa que tem saúde, não tem dívidas e está com sua consciência em paz?”. Nenhum retoque à frase. O diacho é que sabemos dessas verdades, mas não as usamos. E nos queixamos da sorte.

48

Do livro – “As 48 Leis do Poder”, do americano Robert Greene… Trecho indispensável para os “candidatos”. Diz assim o trecho: – “Se você for capaz de dominar a arte da dissimulação, aprendendo a seduzir, encantar, enganar e sutilmente passar a perna nos seus adversários, alcançará os píncaros do poder”. Tenho falado desse livro nos últimos dias e penso que agora o livro vai se esgotar nas livrarias… E não me pergunte quem vai procurá-lo. Você já sabe…

SUBIR

Quem não quer subir na vida? Porém, para subirmos na vida precisamos encher a bola dos que estão acima de nós, fazê-los sentir-se cada vez mais fortes… Fazer isso e não exagerarmos em exibição dos nossos talentos… Assim, seremos muito ajudados. Se diante de alguém com poder exibirmos nossos talentos ou forças, podemos ser torpedeados pelo poder desses maiorais. Fazer com que os mestres pensem que são os tais faz bem a quem os engana. Leis do Poder? Do poder e da vida.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

FALTA DIZER

Liguei a tevê e parei no canal Multi-Show na hora em que começava um programa, tipo novela, mas humorístico. Antes de começar, lia-se o aviso: – “Não recomendável para menores de 14 anos”! Que formidável perda de tempo, diga-me, que pai ou mãe veta esses conteúdos aos filhos? São pais só por terem feito sexo…

 

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.