As vendas de veículos novos automotores, incluindo automóveis, caminhões, comerciais leves (como vans e furgões) e ônibus, encerraram o período de janeiro a abril deste ano em baixa de 27,9%, com o total de 893,7 mil unidades comercializadas no país. Apenas no mês de abril, foram vendidos 162,9 mil veículos, número 9,1% menor do que o registrado em março deste ano e 25,7% inferior ao resultado de abril de 2015. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O novo presidente da entidade, Antonio Megale, observou que, apesar desses recuos, o ritmo de queda nas vendas diminuiu. No começo do ano, o percentual de retração era de 38,8%. As montadoras instaladas no Brasil produziram em abril 169,8 mil veículos, número 13,6% abaixo do de março e 22,9% inferior ao registrado em abril do ano passado. No acumulado desde janeiro, houve queda de 25,8%. Em relação a abril do ano passado, as vagas encolheram 8%, tendo hoje uma base 128.441 trabalhadores. Para ampliar as ofertas, é necessário que o país volte a crescer, defendeu o presidente da Anfavea.

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Avanços tímidos no combate à inflação O Banco Central (BC) considera que houve avanços no combate à inflação, mas ainda há riscos no processo de combate à alta dos preços. A avaliação consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada ontem. Um dos riscos está relacionado ao processo de recuperação das contas públicas e sua composição. O comitê ressalta que indefinições e alterações significativas na trajetória de geração de resultados primários (receitas menos despesas, excluídos gastos com juros) contribuem para gerar uma percepção negativa sobre a economia brasileira e impactam negativamente as expectativas de inflação.

Outro risco apontado pelo BC é que o processo de realinhamento dos preços externos em relação aos internos e dos livres em relação aos administrados mostrou-se mias demorado e intenso do que o previsto. Esse realinhamento de preços foi um dos principais fatores que causaram a alta da inflação em 2015.

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-9,5% De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 9,5% em abril deste ano na comparação com mesmo mês do ano passado. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2016, a atividade varejista recuou 8,8% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2015. Por fim, feitos os devidos ajustes sazonais, a atividade varejista cresceu 2,1% em abril deste ano em comparação a março.

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19,9% De acordo com os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o número total de títulos protestados no país aumentou 19,9% no acumulado do ano em relação ao mesmo período do ano anterior. Mantida a base de comparação, os protestos das empresas e dos consumidores também cresceram, registrando 9,2% e 36,4%, respectivamente. Na comparação com 2015, os títulos subiram 31,2%. Os protestos aumentaram 63,9% aos consumidores e 8,5% para empresas.

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fabiana koch

Qual o seu propósito?

É muito fácil esquecermos daquilo que elegemos como propósito em virtude do mundo dinâmico e cheio de estímulos como esse em que vivemos. O ser humano tem a tendência de abandonar objetivos por falta de disciplina, persistência e múltiplas oportunidades que acabam causando dúvida e a não realização de sonhos. Querer tudo ao mesmo tempo, também acaba atrapalhando, pois certamente haverá a falta de foco.

Por isso a importância de se refletir sobre o que é o seu propósito. Este não é o objetivo, e sim, a razão, o motivo que lhe faz querer atingir o tal objetivo. Muitos empresários e profissionais desejam enriquecer. Ganhar dinheiro, crescer e prosperar financeiramente. Para a grande massa, ter muito dinheiro pode ser sinônimo de sucesso.

Ouvi essa frase e fiquei com ela martelando, e infelizmente julgando, afinal somos especialistas nisso. “Tem gente que é tão pobre, que só tem dinheiro”.

Fazer dinheiro não pode ser o propósito. Quando se pensa em empreender para ganhar dinheiro, acaba existindo uma carência, uma falta. Afinal, fazer dinheiro para quê?

O dinheiro foi feito para ajudar. Quando empreendemos, precisamos lembrar que empreender também significa servir e usufruir.

Quando se tem um propósito, o dinheiro acaba sendo o recurso, e o trabalho o meio.

Todos aqueles considerados os mais ricos, começaram com trabalhos simples. E foram desenvolvendo habilidades. Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo, tem 87 anos e continua lendo muito diariamente. Quanto mais ele lê, mais rico vai ficando. E sabe por quê? Porque lendo você desenvolve habilidades, e quanto mais habilidades você desenvolve mais valioso você se torna. Mais valor, mais riqueza.

Ter um propósito faz o ser humano mais rico. Você pode até perder batalhas, mas tendo um propósito, você continua na guerra até o fim.

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