A Varíola dos Macacos tem aparecido nos noticiários por conta dos casos surgidos em vários pontos do país e do mundo.

Como o nome diz, ela surgiu em macacos. É um vírus silvestre, que se manifesta em animais e pode contaminar humanos.

A doença é endêmica na África, onde contagia milhares de pessoas todos os anos. Desde 2003, existem casos da doença em outros continentes, porém, raros e controlados com facilidade.

Desta vez, a Organização Mundial da Saúde afirma que dezenas de milhares de casos foram confirmados em 44 países.

No Brasil, alguns milhares de casos foram confirmados, mas com poucos óbitos até agora, segundo o Ministério da Saúde.

Os sintomas da doença aparecem entre 5 dias e 21 dias após a infecção com o vírus, e podem variar entre febre, dores musculares, nas costas e na cabeça, calafrios e cansaço, além de inchaço das glândulas linfáticas.

Entre um e três dias após o surgimento da febre, aparecem bolhas com líquido ou manchas e lesões na pele, podendo ser poucas ou muitas. Não se deve mexer ou furar, é preciso esperar a ferida sarar e a pele nova nascer por baixo.

Segundo a OMS, a taxa de letalidade da doença é baixa. A maioria dos pacientes se recupera sem tratamento, porém devem se alimentar e hidratar corretamente. Também podem tomar medicamentos prescritos por médicos para aliviar os sintomas.

A doença é mais grave no grupo de risco composto de crianças, pessoas com deficiência no sistema imunológico e gestantes, já que durante a gravidez o vírus pode levar a complicações, varíola congênita e até à morte do bebê.

A transmissão é por meio de gotículas, fluidos corporais, lesões na pele e objetos contaminados. É recomendado a utilização de máscaras, o distanciamento social e lavar as mãos com água e sabão ou limpá-las com álcool em gel.

É fundamental o isolamento de doentes.

A vacina contra a varíola comum é eficiente contra a doença do macaco. Quem foi vacinado contra varíola quando criança está 85% protegido, de acordo com a OMS.