As eleições brasileiras já foram marcadas por votos em papel, apurações demoradas e até desaparecimento de urnas. No período em que a votação era feita por meio de cédulas, havia relatos de urnas encontradas abandonadas após o encerramento da apuração, além de um processo lento e suscetível a falhas. Apesar da seriedade na condução das eleições, a possibilidade de erros e fraudes era considerada muito maior do que atualmente.
A urna eletrônica começou a ser utilizada nas eleições municipais de 1996 e, em 2000, todo o sistema eleitoral brasileiro já estava informatizado. Desde então, o Brasil passou a ser considerado referência mundial em rapidez e eficiência na apuração dos votos, com a urna eletrônica completando 30 anos.
Mesmo com o pioneirismo tecnológico, a urna eletrônica ainda divide opiniões no País. Pesquisa divulgada pela Genial/Quaest aponta que 53% dos brasileiros confiam no sistema, enquanto 43% demonstram desconfiança. O tema segue em debate no Senado, onde um projeto que prevê voto impresso está em análise na Comissão de Direitos Humanos.
Transporte ferroviário
O prefeito de Corupá, Eddy Eipper, o Nininho (Novo), disse que municípios da região estão articulando um movimento para incluir o transporte de passageiros na nova concessão da ferrovia hoje utilizada para cargas. Segundo ele, a concessão atual da Rumo vence em 2027, e a proposta é aproveitar a renovação do contrato para discutir a implantação do transporte de passageiros no trecho entre Mafra e São Francisco do Sul. Ao todo, 26 municípios participam da mobilização. Nininho defendeu que a estrutura ferroviária já existente poderia ser aproveitada como alternativa de mobilidade regional. O prefeito disse ainda que a pauta já foi levada a Brasília.

Foto: Arquivo OCP News
Minerais críticos
O Senado deve analisar nos próximos meses o projeto que cria uma política nacional voltada aos minerais críticos e estratégicos, fundamentais para tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, smartphones e sistemas militares. O texto prevê R$ 7 bilhões em incentivos para processamento e industrialização desses minerais no Brasil ao longo de cinco anos. O país possui algumas das maiores reservas mundiais de terras raras, e a proposta busca fortalecer a soberania econômica, reduzir a exportação de minério bruto e ampliar o desenvolvimento tecnológico nacional.
A deputada Paulinha (Podemos) apresentou uma proposta na Alesc para fortalecer a bananicultura catarinense por meio da inclusão obrigatória da banana na merenda escolar da rede pública ao menos três vezes por semana. A medida busca incentivar o consumo da fruta entre os estudantes, ampliar o apoio aos produtores rurais do estado e estimular a agricultura local. Santa Catarina está entre os principais produtores de banana do país, e o setor possui forte importância econômica para diversas regiões catarinenses.