Nas empresas familiares, “tradição” é, na verdade, muitas vezes, “medo de mudar”. O fundador, aprovando cada compra, contratação, decisão, porque assim a empresa cresceu com segurança.
Tudo isso funcionou, e bem. Mas a empresa, que tinha 20 funcionários não é a mesma com 200. O fundador, que decidia tudo sozinho não consegue mais estar em toda reunião. E os filhos, ou a nova gestão, vêm com formação, referências e olhar diferente da que construiu a empresa até ali.
E esse momento pesa muito, porque valores, história e hábitos acabam se misturando. O “sempre foi assim” vira sinônimo de “é assim que se preserva o legado”, mesmo quando isto já não é mais verdade.
Por isso, é essencial entender o que é princípio e precisa ser mantido e o que precisa evoluir para os próximos anos.
Preservar valores não significa preservar hábitos.
E legado precisa ter raiz forte, mas também precisa continuar vivo. E tudo que está vivo… muda.