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Tipos de beleza

Por: Luiz Carlos Prates

26/01/2026 - 07:01

Duas mulheres conversam perto de mim. Falavam da mocidade delas e de uma inspiração que freqüentemente as fazia pensar: essa inspiração era Brigite Bardot, a atriz francesa falecida há algumas semanas. Brigite foi de uma lindeza singular, ela sacudia os postes da vida, mas… O que as duas mulheres falavam era do rosto, da cara da Brigite nos seus últimos anos de vida. Nem vou dizer o que as mulheres diziam, não por maldade, mas como singular realidade da vida, da vida de todos nós. Beleza, temos que entender, é um conceito pessoal e em razão disso há muitos tipos de beleza. Cada povo tem seus tipos e esses tipos mudaram e vão mudar ao longo do tempo. Essa a primeira questão. Entre nós há uma moldada tipificação do padrão de beleza: a mulher (sempre elas…) tem que ter certa altura, certo peso, cabelos de um determinado tipo, isso e mais aquilo, tudo dentro de um padrão previamente determinado. Os homens ficam de fora, porque por mais feiosos que sejam sempre haverá uma fila de candidatas atrás deles. O vinagre visa sempre a padronizar e a julgar as mulheres. Vou mudar o rumo da conversa e entrar na questão que nos envolve, deve envolver, a beleza que jamais será carcomida pelo tempo: a beleza interior. – Ah, Prates, para com isso, quem é que quer ser bonita, bonito por dentro e feio por fora? Aí é que está a questão. A beleza de fora nos vem da sorte, mas… A beleza de dentro, a que vai crescendo à medida que envelhecemos, depende de nós. E se enganam os que pensam que essa beleza é vazia, inútil. Pelo contrário, a beleza de dentro, uma possibilidade de todos nós, cresce na passagem do tempo e nos eleva diante das admirações alheias, das invejas mesmo. Ser uma pessoa honesta, educada, letrada pelas leituras e conhecimentos, simpática e vivaz, ah, essa pessoa vai ser apedrejada objetiva ou silenciosamente pelas invejas alheias. Ou será reconhecida, admirada e procurada por pessoas também bem ajustadas. Essa beleza de dentro depende só de nós. Infelizmente, a maioria prefere e busca a beleza dos efêmeros na vida, coitadas, vão viver pouco porque pouco dura a beleza do corpo…

ROSTO

Andava para lá e para cá procurando novidades quando… Parei diante de uma manchete, que logo descobri era uma publicidade. Dizia assim: – “Mulher com 65 anos e rosto de 40…”. Que coisa repetitiva, ninguém escapa da velhice, então, é aceitar as rugas, mas manter a cabeça ativa, letrada, buscando continuadamente saber mais… E assim, a pessoa se manterá jovem, afinal, juventude é um ponto de vista e um modo de viver.

ENERGIAS

De onde vêm as nossas energias, os nossos entusiasmos? Só podem vir de nós mesmos. O princípio Feng Shui, dos chineses, nos aconselha a limparmos o nosso ambiente doméstico de coisas velhas, inúteis e não mais usadas. Fazemos isso com muitas coisas… Esses entulhos, a começar por roupas que nunca mais vamos usar, são barreiras a um ambiente bem energizado e saudável para nós, mas… E o que vamos fazer com os nossos neuróticos apegos? O caminhão do lixo tinha que passar por dentro da nossa casa, e também da nossa cabeça…

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FALTA DIZER

Fé é algo singular, pessoal e discreto, tem que ser discreto. Se creio num Deus, ótimo, vou falar com Ele diretamente, sem pagar nenhum dízimo, imagine Deus precisando de dízimo, nada disso. O “pagamento” para Ele é a decência e ajudar os pobres, sem sinetas “dizimistas”. Ué, gente!

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.