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Tecnologia e estratégia elevam o combate à dengue em Jaraguá do Sul

Por: Editorial

19/02/2026 - 06:02

A decisão da Prefeitura de Jaraguá do Sul de implantar novas armadilhas para monitoramento do Aedes aegypti representa um avanço importante na política de enfrentamento à dengue no município. Ao adotar um método mais sensível e eficaz, a Vigilância Epidemiológica demonstra que o combate às arboviroses exige atualização constante, rigor técnico e planejamento estratégico.

Essas armadilhas permitem identificar precocemente a presença do mosquito por meio da captura de ovos, oferecendo um retrato mais fiel da circulação do vetor em cada região. Isso significa agir antes que os casos aumentem, direcionando equipes e recursos de forma inteligente. Em vez de respostas reativas diante do crescimento das notificações, o município passa a atuar com base em dados mais precisos e atualizados.

Outro ponto relevante é o alinhamento da medida às recomendações estaduais e à metodologia de estratificação de risco. Classificar bairros conforme o nível de infestação possibilita priorizar áreas mais vulneráveis, otimizando esforços e ampliando a efetividade das ações de controle. A implantação inicial em regiões estratégicas, como Barra do Rio Cerro, Jaraguá 84, Jaraguá 99, Vila Nova, Água Verde e outras localidades, demonstra um planejamento técnico estruturado, com expansão gradual prevista conforme cronograma definido.

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É fundamental, no entanto, reforçar que essas armadilhas não eliminam focos do mosquito. Elas são instrumentos de monitoramento. O combate direto continua dependendo da eliminação de recipientes com água parada, da fiscalização e da conscientização da população. Tecnologia e estratégia caminham lado a lado com responsabilidade coletiva.

Jaraguá do Sul avança ao investir em inteligência epidemiológica. Em um cenário nacional em que a dengue impõe desafios recorrentes, medidas técnicas bem fundamentadas mostram que prevenção não é apenas discurso, mas prática contínua. A vigilância aprimorada fortalece a saúde pública e reafirma que enfrentar o mosquito exige ciência, gestão eficiente e o engajamento de todos.

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