A corrida eleitoral chegou ao seu final. Amanhã é o Dia D... votar. E também, graças ao moderno sistema de urnas eletrônicas, antes de ouvir os sertanejos dos Gols do Fantástico, já teremos o resultado na nossa região e será a Hora D... chorar ou sorrir. Lógico, haverá mais lágrimas que sorrisos, afinal, é pouca vaga para muita gente. Para alguns poucos, o dia acabará como um comercial da Coca-Cola. Bonito, emocionante, com uma música que toca no fundo do coração, todo mundo sorrindo e se abraçando (aliás, uma coisa é certa, não há mais alegria do que em um comercial da Coca e não há mais dentes brancos do que em uma propaganda da Colgate). Vai ser uma alegria só. Todo mundo com a sensação de que fez seu trabalho direitinho. Todos vão querer uma selfie com o prefeito, ou vereador(a), e alguns deles, vibrando, irão dormir sonhando com uma vaguinha na prefeitura. Afinal, o sujeito vestiu a camisa, trabalhou duro, fez parte do time e, agora que conseguiu a classificação, não vai querer ficar no banco. E, mais uma vez, é mais gente do que vagas, então, alguns (ou muitos) irão sentir-se como o Flamengo, eliminado na Sul-Americana, achava que tinha a taça na mão, mas... ô doce ilusão. Por outro lado, cento e tantos candidatos à Câmara Municipal vão se sentir como a Claudia Ohana cantando Smells like a teen spirit, do Nirvana, no Programa do Jô, achou que tava abafando, mas na hora da verdade, a verdade é amarga... Pois é, quando a gente pensa que já viu de tudo nessa vida, dá de cara com a mulher do Vamp (#MatosãoForever) tentando fazer uma versão lounge de um dos maiores sucessos do headbanging de todos os tempos. A primeira música que todo guitarrista aprende. Inclusive, na semana que passou, o Nevermind completou 25 anos de idade, um álbum que marcou toda uma geração e (tomara) que também marque as gerações que virão. Um parêntese aqui: Foi lançada uma coletânea de contos nessa semana, chamada Cobain, contendo 25 escritores bem legais, justamente para comemorar essa data. Ficou curioso? Baixa na Amazon. Voltando ao assunto, se servir de alento para aqueles que não chegaram lá, eu acho que as novas regras de campanha não favoreceram os candidatos a vereador. Foram poucos dias de campanha para tanta opção. Se fosse para o munícipe ler e conhecer cada um deles, todos eles, seria necessário que cada pessoa analisasse mais do que dois candidatos por dia. E, sinceramente? Ninguém faz isso. O povo precisa trabalhar, abastecer grupo de Whatsapp, curtir no Feice, fazer comparativo da Claudia Ohana com a Vanusa (cantando o Hino Nacional). Mas, claro, para quem estava concorrendo, isso não é desculpa, o eleitor é preguiçoso e não levou a sério as suas verdadeiras intenções de promover melhorias na cidade. Quem sabe na próxima, não é? Amigo candidato(a), “nevermind”...