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Somos enganações

Por: Luiz Carlos Prates

31/12/2025 - 07:12

Ninguém é o que parece ser. Vem dessa verdade a origem da palavra personalidade. O que é personalidade? É o nosso jeito social de ser, é o que as pessoas vêem em nós, mas… Não somos o que parecemos ser. Personalidade é palavra que vem do Latim, língua dos romanos milenares, e significa máscara. No teatro os atores fazem um tipo, interpretam uma determinada “personalidade”, mas os atores não são aquilo que eles representam. E nós, no teatro da vida, também não somos. Vem daí a necessidade de segurarmos a língua antes de “rotular” alguém a partir do que vemos externamente na pessoa. E as mulheres, mais que homens, precisam acordar para não cair em enganosas “tentações”, em visões externas lindas e enganosas neles. Já foi dito, de modo sagaz, que se tivermos olhos de perceber e ouvidos de escutar acabam-se os casamentos e os negócios. Ninguém é o “anjinho” que parece ser. E a pior das enganações é a que tentamos fazer a nós mesmos. Esquecemos que temos dentro de nós um severo tribunal de justiça, podemos enganar o Papa, mas não vamos enganar a nós mesmos. Fizemos? Vamos colher bons frutos, se tiver sido uma boa ação, ou veneno pelas erradas. E não estou falando de prêmios ou reconhecimentos alheios, estou falando das sentenças do nosso “tribunal” interno. Ele não deixa passar nada em branco. Enganamo-nos ao nos alegrar por ter enganado os outros, esquecendo que essa trapaça está na mesa do nosso tribunal de justiça interno. Desse tribunal ninguém escapa. Muitas vezes, uma pessoa boa, bem aplaudida aqui entre nós é vítima de um precipício na vida, seja uma doença ou outro grave problema. Pensamos: – “Coitado, nunca fez mal a ninguém, uma pessoa tão boa”! Estamos julgando pelo que vemos por fora. E por dentro? Vai saber. Podemos enganar o Papa, já disse, mas jamais vamos conseguir enganar os naturais valores humanos. Quando fazemos uma tolice, uma maldade e pensamos sair impunes, até podemos sair, mas vamos criar, inconscientemente, um problema para nos ferir e fazer pagar pela maldade que fizemos. As doenças, quase todas, resultam de sentenças do nosso tribunal interno de justiça. Melhor é andar na linha, não vamos precisar de soníferos nem viver temendo nosso tribunal interno, e um delegado dentro dele…

DESAFIOS

Duvido que tenha nascido alguém a não desejar melhores dias no Ano Novo. Todavia, para melhores dias na vida, precisamos melhorar a nós mesmos. Sem que melhoremos, como esperar por dias melhores? É como esperar por boa colheita sem uma prévia semeadura. Vale para tudo na vida, de graça nenhum santo ajuda. E não adianta tentar tapear o santo com falsas orações. Tudo de melhor vem das mudanças e do suor.

RIQUEZA

Pôr dinheiro na nossa conta bancária é uma boa. Pois é, mas temos outro “banco”, coitadinho, que vive raspado: o banco da cabeça, da memória. Esse banco pode ser o nosso grito do Ipiranga… Como? Lendo, lendo diariamente 10 páginas. E assim, crescer sem parar. Livros nos enriquecem mais que dinheiro… E, é claro, com o jornal nas mãos todos os dias. Ficaremos “perigosos” para a turma que anda por aí em maioria. Muitas páginas são meus votos para você em 2026.

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FALTA DIZER

Falta dizer o quê? Que sou muito grato a você que esteve comigo ao longo deste ano, nesta página. Tudo de bom, sonhos realizados, vida em paz e aqueles projetos que só você sabe deles se realizem. Viremos a página deste ano e vamos com tudo para 2026. Abração.

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.