Será que já nasceu alguém a não querer ser nada na vida? Por mais preguiçosa, insegura e rica que seja ou venha ser a pessoa, será que essa pessoa não deseja ser algo mais na vida? Duvido. O maior dos vagabundos, imagino, quer ser alguma coisa. Aliás, muitos desses atirados da vida buscam, por vias tortas, ser alguma coisa. Daquelas “coisas” que vão dar trabalho aos delgados, ou por aí… Não creio que já tenha nascido alguém para nada ser durante a vida. Então, vamos lá, você, eu e o Maracanã lotado queremos ser alguma coisa. E para tornar esse desejo, sonho, realidade é preciso uma decisão: quero ser. Tomada essa decisão, traçar um plano, arregaçar as mangas e começar o trabalho, a jornada até à realização do sonho. Para que tudo dê certo ou chegue perto desse “certo” é preciso constância. Constância significa não parar, não tirar folgas, não deixar para amanhã, a constância cria um alicerce disciplinar que vira “rotina”. E a rotina diante de um propósito nos leva ao sucesso. Todavia, o que é que mais se vê? Inícios e desistências. Desistências por todas as razões, razões inventadas. Uma pessoa, por exemplo, que decida tornar-se leitora, vai ler o jornal, vai ler livros, vai conviver com vocabulários amplos e até então desconhecidos, vai dispor de mais ideias na cabeça, vai ter, enfim, mais para pensar e dizer. E com isso, a pessoa vai se tornar admirada, invejada, mais segura. Tudo como resultado da constância, da disciplina. O que mais impede as pessoas de ser alguém melhor na vida é a falta de constância, o cansaço emocional, aquele cansaço que começa no pensamento, coisa típica dos vadios da vida. E a constância no amor? Ora, sem a constância no amor, se é que um dia houve de fato amor entre os pombinhos, esse amor não passará de embuste. O casamento tem que ser uma inovação constante, sem essa de “Ah, estamos casados há 20 anos, não há nada mais de novo entre nós”. Quem diz isso merece um pontapé no traseiro, para acordar. Terminando a conversa, leitora, leitor, de fato, com dizia Marcos no Capitulo 9, Versículo 23, tudo é possível ao que crê. E o crer pressupões ações, sabe-se que o santo não ajuda a quem não se ajuda.
AMOR
Acabo de ler num portal de notícias, bem conhecido, que uma das nossas mais badaladas cidades turísticas de Santa Catarina está entre as cidades brasileiras onde mais ocorre o “Amor Ambicioso”. Amor ambicioso não é de hoje, é coisa típica de muitos trastes de procurar “amar” alguém famoso, famosa e, é claro, com bom dinheiro no banco. No meu tempo de guri, esse comportamento era chamado de “prostituição”. Que nojo dessa gentalha!
VIDA
Todos nós, sem exceção, vivemos três tipos de vida: a nossa vida pessoal, silenciosa; a vida familiar e a vida social. Somos três máscaras, e sem essa de dizer que não, que não é assim. Aliás, se não for, bah, vamos nos dar muito mal na vida. E é bom não esquecer, o que de fato somos, silenciosamente, levamos para todos os lugares, claro, procurando nos despistar com a máscara da personalidade social. Ninguém nos tira dos embustes…
FALTA DIZER
Está entrando “na moda” nos Estados Unidos os chamados microlivros, livros do tamanho de uma caixa de fósforos, mas com o conteúdo integral dos livros convencionais. Claro, é preciso boa visão para lê-los. Mais um modo de evitar desculpas dos avessos às leituras.