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Sem desculpas

Por: Luiz Carlos Prates

02/06/2026 - 07:06

Nada é completo na vida, tudo pode ser melhorado. Aliás, sem essa possibilidade, que se confunde com esperança, a vida seria uma monotonia irritante. E o é, para muita gente. Mas nós, cada um de nós, podemos mudar alguma coisa em nossas vidas, basta querer, arregaçar as mangas, traçar um plano e jogar-se no rio das possibilidades. Uma das desculpas mais frias que inventamos quando nos propõem algum desafio é dizer que somos muito ocupados. Na verdade, os de fato ocupados sempre têm tempo para dar alguns passos à frente. Vamos lá, uma sugestão. Você tem 10 minutos livres por dia? Ninguém me vai dizer que não tem esses 10 minutos “sobrando” no seu dia a dia. Então, a sugestão, que não é minha, é da vida, propõe que pensemos num assunto que possivelmente achemos interessante. Vamos imaginar que seja “artesanato” ou “inglês”, seja o que for… Comprometer-se de por 10 minutos, a partir de hoje, a aprender um artesanato ou estudar inglês. Dez minutos, mas sem pulos na corda das desculpas, todo dia, todo santo dia, 10 minutos… Numa semana, a pessoa terá lido, estudado por 70 minutos, multiplique isso por 30 dias, um mês, depois faça os cálculos por um ano… Vai ser uma soma astronômica de 10 “minutinhos”. E ao longo desse tempo, a pessoa vai crescendo, crescendo sem se dar conta, mas os que lhe estão por perto vão notar. E à medida que vamos crescendo num conhecimento passamos a sentir-nos famintos por ele, queremos mais e mais… O resultado? Uma magnífica transformação, um crescimento e uma felicidade até então desconhecidos. Volto ao início da conversa, a “dificuldade” só resiste, ou pode resistir, antes do início da caminhada. Diante do crescimento dos conhecimentos, vamos descobrir que os 10 minutos bem que podem ser alongados para 15 ou bem mais. Mas fique claro, num primeiro momento serão inúmeros os gemidos das dificuldades, da “perda de tempo”, quando na verdade perda de tempo é deixar o tempo ir embora sem que nos deixe algo de “permanente”, e os nossos permanentes, bem sabemos, só podem estar na nossa cabeça. E como ninguém pode dar como desculpa não dispor de 10 minutos por dia, os “desculpistas” ficarão sem respostas quando questionados diante de suas cabeças vazias…

DEMÔNIO

Santo Deus! Foi semana passada, vi imagens no RecordNews, de São Paulo. Uma mulher, jovem, razoavelmente bonita, acusada e pegada por matar cruelmente bichinhos indefesos e vender as imagens dessa crueldade para europeus. Tudo comprovado. Ela prendia e matava pisoteando pintinhos, coelhos e porquinhos-da índia… Será que esse “demônio” tem namorado, será casada? E dizer que uma infelicidade dessas existe. Mas ela que espere, o inferno dela está guardado, ah, está.

TEMPOS

Você sabe quem é que morreu? A vergonha. Pobrezinha, foi morrendo aos poucos… Tenho visto publicidades de hotéis oferecendo vantagens aos namorados na celebração do Dia dos Namorados. Namorados indo para camas de hotéis? Sim, é o mundo de hoje, vergonha é para poucos, os envergonhados estão em acelerada extinção. Curioso, ainda não vi publicidades de livrarias com ofertas de livros para o Dia dos Namorados. Namorados? Sei bem…

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FALTA DIZER

Volta e meia encontro um amigo que me diz, brincando ou não: – “Prates, tu não achas que muitas vezes tu passas a ideia de ser um moralista”? Primeiro, não veria defeito em ser um moralista, mas o caso não é esse, é que a maioria está deixando passar barbaridades, despudores, falta de vergonha que não podem ser engolidas. Vergonha faz bem, só isso…

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.