O mercado brasileiro de alimentos orgânicos está crescendo a taxas invejáveis que passam de 20% ao ano, conforme registros do projeto Organics Brasil. O índice foi de 25% em 2015 e deve passar de 30% ao fim de 2016. As taxas de crescimento registradas globalmente são bem menores. Ficaram entre 5% e 11%, mostram dados da consultoria Organics Monitor. Ou seja, o mercado está crescendo em ritmo dobrado no Brasil, embora o país ainda represente menos de 1% da produção e do consumo. Entre os alimentos que devem ampliar o faturamento dos orgânicos em 2016 estão produtos lácteos e de origem animal, com maior valor agregado. Porém, mesmo o consumo global ainda é pequeno diante do faturamento geral do setor de alimentos. O mercado de orgânicos teria movimentado em 2015 o equivalente a R$ 350 bilhões no mundo e R$ 2,5 bilhões no país (0,71%). Se a previsão do Organics Brasil de crescimento entre 30% e 35% se concretizar, o faturamento brasileiro deve ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões neste ano – um terço referente às exportações. É promessa de oportunidades.

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Setor econômico quer fim da Lava-Jato Segundo matéria da edição de ontem do jornal Folha de São Paulo, as críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, antes restritas ao mundo político, se expandiram para o sistema financeiro e para parte do PIB nacional. Empresários e investidores passaram a ecoar, nos bastidores, a defesa da gestão Michel Temer (PMDB) de que a Lava Jato precisa sinalizar um fim para ajudar a economia brasileira a voltar a girar. O setor privado também reclama do pedido de prisão de caciques do PMDB, derrubado pelo STF, e dizem que, embora haja percalços, Temer avança nas reformas.

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Cacau  Show de porta em porta

A Cacau Show vai entrar no mercado de vendas diretas. Para isso, está lançando um modelo de franquia de distribuição para trabalhar em casa, com investimento inicial a partir de R$ 19 mil, que inclui custos de instalação, taxa de franquia e capital de giro. A marca também repaginou o seu modelo de quiosque, para deixá-lo menor e mais barato, com investimento a partir de R$ 35 mil – o quiosque convencional custa a partir de R$ 45 mil. Outra novidade é a microfranquia da gelateria Cacau Show, um quiosque tipo carrinho que, além de chocolates, vende sorvetes, café e waffle. O investimento é a partir de R$ 38 mil. Os valores incluem custos de instalação, taxa de franquia e capital de giro. Para todos os novos modelos de negócio, o faturamento mensal esperado gira entre R$ 35 mil e R$ 50 mil, com margem de lucro de 12% a 15% (de R$ 4.200 a R$ 7.500).

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Feijão 54% mais caro

O preço do feijão disparou nos últimos meses nas prateleiras dos supermercados, pesando no bolso do brasileiro e “ameaçando” o sucesso do tradicional prato feito. O principal motivo é o clima, que prejudicou a produção. O feijão carioca, por exemplo, ficou 54,1% mais caro de janeiro até meados de junho.  Não é só o carioquinha que subiu neste ano: também ficaram mais caras outras variedades, como o mulatinho (+49,42%), o preto (+21,36%) e o fradinho (+19,49%).