A produção industrial brasileira fechou o ano de 2021 com alta de 3,9%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) divulgada ontem (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado do mês de dezembro, o ano passado fechou com crescimento em 9 dos 15 locais analisados.

“O ano de 2021 fechou no positivo, mas foi volátil durante os meses. No primeiro semestre, a trajetória foi mais crescente, e o ganho acumulado chegou a ser de 13%. Mas, no segundo semestre, houve perda de fôlego e a produção teve sequência de quedas”, disse, em nota, o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Em 2021, os destaques ficaram para os resultados de Santa Catarina (10,3%), Minas Gerais (9,8%) e Paraná (9%), os primeiros em crescimento absoluto, além de São Paulo (5,2%), a maior influência na expansão apresentada em 2021, muito devido ao tamanho e ao peso do parque industrial paulista.

Segundo o IBGE, no estado catarinense, o setor de vestuário impulsionou o crescimento, com aumento na produção de camisas e blusas femininas de malha e na produção de vestido de malha. A metalurgia também colaborou, com alta em artefatos e peças de ferro fundido.

Vagas de emprego

Lançado em setembro do ano passado, o Portal do Emprego da Prefeitura de Guaramirim está com 55 vagas de emprego cadastradas. Há vagas desde estágio até nível superior. No site é possível consultar as informações de cada vaga, como a função a ser exercida, as tarefas que serão executadas, os requisitos e a empresa contratante.
O Portal do Emprego pode ser acessado pelo link na página inicial no site da prefeitura ou diretamente pelo link " Portal do Empergo" no site guaramirim.atende.net.

Cachaça

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) quer debater publicamente uma proposta de regulamentação dos padrões de identidade e qualidade da aguardente de cana e da cachaça brasileira. Para isso, publicou uma portaria no Diário Oficial da União de ontem (9), que convida os interessados a participar de uma audiência pública dedicada ao tema. A reunião será feita na modalidade virtual em 3 de março, das 9h às 18h. Os detalhes estão no site do Mapa.

Biocombustível

O governo brasileiro deve lançar, em 30 dias, o Programa Metano Zero, que vai estimular a transformação do gás de efeito estufa em biocombustível, com auxílio financeiro de bancos públicos. “O governo federal regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em janeiro. E agora estamos preparando o programa de metano. O Brasil tem potencial de geração de biometano que vem dos resíduos urbanos [aterros sanitários] e rurais, especialmente de aves, suínos, açúcar e álcool”, disse o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, em entrevista à Rádio Nacional. Segundo o ministro, o biocombustível pode substituir o diesel de máquinas pesadas da produção agrícola.

Arroz

A Epagri realiza amanhã a 4ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz em Santa Catarina, em cerimônia na Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI). A programação começa pela manhã e se estende durante a tarde. A colheita do arroz em Santa Catarina inicia em fevereiro e segue até julho. A previsão é que a safra 2021/22 do arroz em Santa Catarina deve ser boa, já que as regiões de cultivo não foram atingidas pela estiagem e não há relatos de ataques significativos de pragas ou de doenças, avalia a analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, Glaucia de Almeida Padrão. O que pode atrapalhar é o calor excessivo.

Mesma área

A previsão no estado é colher 1,221 milhão de toneladas de arroz nesta safra, volume 2% menor que no ciclo agrícola anterior. A safra 2020/2021 registrou produtividades acima da média em toda a região produtora e agora a expectativa é que ocorra uma volta à normalidade. A área cultivada permanece praticamente igual, com redução de 4% em Tubarão e variação inferior a 1% nas demais regiões. Mesmo com a queda, Santa Catarina deve se manter como o segundo maior produtor de arroz irrigado do país e líder em produtividade. A média de produtividade no estado prevista é de 8.276 kg/ha.

Preço

Com a perspectiva de uma boa colheita do arroz, a Epagri/Cepa estima uma queda nos preços pagos ao produtor nos próximos meses, o que preocupa o setor, já que os custos de produção permanecem elevados. Em 2020 o valor do grão alcançou um pico acima de R$ 90 a saca, caiu na safra 20/21 e continuam em tendência de queda, segundo a analista.