Saída do Reino Unido da UE será com novo primeiro-ministro

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Por: OCP News Jaraguá do Sul

sábado, 04:00 - 25/06/2016

OCP News Jaraguá do Sul
Foto: Divulgação
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David Cameron anunciou que vai renunciar ao cargo para que durante a transição o Reino Unido tenha um novo ministro

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou ontem que deixará o cargo após o referendo popular decidir que o Reino Unido deve sair da União Europeia (UE). O premier afirmou que o país precisa de um novo líder para comandar as negociações de saída do bloco. A escolha do novo líder britânico só deve acontecer em outubro, quando o Partido Conservador vai se reunir para apontar um novo comandante. Estimando uma “década de incertezas” para a economia, o governo britânico acredita que o processo para negociar a saída da UE, os futuros acordos com o bloco e os acordos comerciais com países fora da UE deverá ser concluído no fim de 2019. Após a divulgação do resultado do referendo, a libra caiu ao nível mais baixo frente ao dólar desde 1985, chegando a US$ 1,329 – recuo de 12%. Após 43 anos de uma parceria que definiu os rumos da Europa no pós-guerra, o Reino Unido decidiu retirar-se da UE por 52% dos votos a 48%, a maioria dos britânicos optou pelo chamado Brexit, a saída do bloco, em uma votação apertada, na qual as duas opções do referendo se alternaram diversas vezes na liderança. O resultado foi na contramão das últimas pesquisas de intenção de voto, que indicavam vitória da permanência do país no bloco.

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Sucessão no Reino Unido Boris Johnson, o ex-prefeito de Londres, é o favorito para suceder David Cameron como primeiro-ministro. Líder da campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE), ele voltou a dizer ontem que é hora de retomar o controle do país e que o Reino Unido continuará sendo uma grande potência no continente e um parceiro da União Europeia. Johnson homenageou Cameron, a quem chamou de um “homem corajoso e de princípios” e elogiou o seu “conservadorismo compassivo”. Ele também agradeceu a Cameron pela realização do referendo.

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Difícil transição Um estudo realizado pelo banco HSBC prevê queda de 15% a 20% no valor da libra, inflação de 5% e perda de 1% a 1,5% no PIB. Londres perderia seu “passaporte europeu”, e algumas empresas, como a JPMorgan e o HSBC, anunciaram que transfeririam milhares de postos de trabalho para Paris e Frankfurt.

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Divórcio incerto com a UE As negociações com a União Europeia devem ser delicadas. Se decidirem por um acordo de acesso mútuo aos mercados, quais seriam as condições? O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, alertou que “a relação não será mais a mesma”: “O Reino Unido terá que se acostumar a ser visto como um terceiro Estado”

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Política de imigração A imigração é um dos temas centrais da campanha do Brexit, que anunciou sua intenção de criar um sistema de pontos para aceitar imigrantes. Neste caso, cada solicitação de permissão de residência ou trabalho seria tratada de acordo com as habilidades e qualificações do solicitante. Com a saída da UE chega ao fim a livre circulação de pessoas.

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ICMS retido A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) protocolou uma solicitação para que o governo do Estado preste informações detalhadas sobre o montante de crédito presumido concedido em função de doações realizadas por empresas ao Fundosocial - como no caso da Celesc, que no ano passado teve R$ 615 milhões abatido do imposto por ter feito doação de mesmo valor ao fundo, o que causou um prejuízo de R$ 153 milhões às prefeituras - valor que, agora, a entidade pede que seja reposto. De acordo com a assessoria de imprensa da Fecam, os municípios requerem também a revogação dos atos normativos que permitiram que a Celesc doasse verbas ao Fundosocial em troca de abatimento no ICMS.

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Facebook só em vídeo Esta semana, em uma conferência londrina, Nicola Mendelsohn fez uma afirmação surpreendente: em cinco anos o conteúdo no Facebook será primordialmente vídeo. Cada vez escreve-se menos na rede social, explicou a principal executiva da empresa na Europa, no Oriente Médio e na África. Para ela, “a melhor forma de contar histórias é o vídeo, pois traz muita informação de forma rápida”. Mas será mesmo? A pista está na Coreia do Sul. É o país mais conectado do planeta. Em nenhum outro canto do mundo a internet atinge velocidades tão rápidas por um custo tão baixo.  Os sul-coreanos vivem com seus smartphones à mão e conversas em vídeo são tão habituais quanto nossa troca de áudios via WhatsApp.
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