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Ricos só de dinheiro

Por: Luiz Carlos Prates

10/10/2026 - 06:10

Acho que você já ouviu alguém dizer – “Ah, não aguento mais ser pobre”! A encrenca começa quando somos nós mesmos a dizer desse azedume existencial. E o que é ser pobre? A resposta socialmente coletiva é dizer-se a pessoa sem dinheiro, assalariada merreca. Sim, esse é o tipo convencional de rotular pessoas de pobres. E o imenso de possibilidades na vida que o dinheiro não pode comprar? Já disse aqui que o melhor churrasco é o churrasco na laje, aquele churrasco entre pessoas “pobres” e todos lá em cima, no terraço da casinha. Cerveja, risos, guaranás, música lá no cantinho, conversas engraçadas e… Felicidade. As pessoas, maioria, esquecem que paz e contentamento são mais preciosos do que qualquer coisa que possam comprar. Será que o que posso comprar me dá paz, palavra gêmea de felicidade? Sabemos todos, ou devemos saber, que os ricos costumam ser muito infelizes. E não é sentença condenatória ou invenção dos pobres. Os pobres precisam de algumas coisas, certo, incontestável, porém… Todos sabemos que felicidade, paz, bem-estar não dependem do dinheiro, dependem da cabeça da pessoa. A Natureza nos dá tudo de graça, nos dá, por exemplo, as “músicas” dos pássaros, o farfalhar das folhas nas árvores, a água mansa correndo no riacho, o céu azul, símbolo de paz, o ar que respiramos, a casinha simples, mas calorosa em que podemos morar”, tudo isso é felicidade. Sem esquecer que quem tem saúde e suspira por algum desejo tolo não se dá conta de que tem o básico, o alicerce da paz e da felicidade. É claro que para as pessoas se sentirem em paz e contentes precisam ter uma cabeça arejada, com as janelas abertas para os sons das verdades da vida. Não nos damos conta, costumeiramente, que ter pouco é, mais das vezes, uma baita riqueza, mas… O tribunal da consciência tem que bater o martelo para nossa felicidade. Pensamos muito mais sobre o que não temos, em quem somos e em quem gostaríamos de ser e ter… Vivemos, por hábito, mais do tempo, sobre mentiras existenciais, alimentadas por nós memos. Temos e não vemos, só vamos cair na realidade quando ficarmos ricos… Ricos só de dinheiro.

FESTA

Não gosto muito de datas de calendário, preponderantemente elas são datas comerciais, criadas para o comércio vender mais, como, por exemplo, o Dia das Crianças. Agora, fique claro, dia das crianças são todos os dias para os pais que são Pais e não meros reprodutores. Filhos precisam de afeto, de ajudas, mas jamais de falsos excessos e omissão educacional. Uma omissão que se confunde com uma praga social, tamanho o “engajamento nela da maioria dos pais. Verdade é remédio amargo, ô…

ELAS

Elas, sempre elas… “Ouça” a manchete que acabei de ler, claro, num jornal: – “Como a maternidade impacta a formação no Ensino Superior”. A mulher estava numa faculdade ou nela entra depois de casar e… Começa a derrapar, tantas são as obrigações caseiras que lhe vão fazer faltar as aulas. A faculdade se torna um Everest. E os homens? Ué, os homens casam para ter uma… Nem vou dizer, as mulheres sabem qual é a palavra. Independência, amigas, gritem o Ipiranga de uma vez por todas.

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FALTA DIZER

Em muitos países as mulheres ainda são escravas. Entre nós a escravidão é disfarçada, mas ela está de plantão, a começar pelo ódio de muitas mulheres por mulheres. Nos últimos dias, ouvi mulheres vociferando contra a liberdade das mulheres. Coitadas, abrem a boca e se revelam: “escravas”.

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.