Pelo menos dois pesos pesados do MDB não participaram da reunião da executiva estadual do partido realizada na noite desta segunda-feira em um hotel em Florianópolis. O encontro tinha como pauta única a discussão sobre os rumos da sigla, após o governador Jorginho Mello (PL) indicar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para ser o vice nas eleições deste ano. O evento aconteceu depois do fechamento da coluna, o que impossibilita a confirmação de todos os presentes. Mas a coluna apurou que duas ausências eram certas: os deputados estaduais Antídio Lunelli e Fernando Krelling, primeiro vice da Alesc, que está em viagem com a família. Já Lunelli ficou de fora por insatisfação com o partido. O ex-prefeito de Jaraguá do Sul não esconde a mágoa por ter sido descartado pelo MDB quando tentou ser presidente da Alesc. Lunelli tinha, inclusive, a palavra de Jorginho de que o PL votaria com ele. Acabou preterido por Julio Garcia (PSD). Agora, o partido o quer como candidato ao governo. Lunelli descarta a hipótese e, como forma de demonstrar a insatisfação, não foi à reunião.
Mudança
Antídio Lunelli não gosta de troca-troca partidário, mas não descarta aceitar convites que lhe foram feitos para mudar de agremiação quando abrir a janela partidária, entre março e abril. O deputado estadual é da ala emedebista contrária ao apoio ao governo federal, entende que o partido deva estar alinhado à direita. Por isso, uma mudança não seria novidade.
Chiodini fora
O presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, confirmou o que já havia antecipado à coluna na semana passada. Deixará a Secretaria de Estado da Agricultura após a decisão do governador Jorginho Mello de convidar Adriano Silva (Novo) para ser seu vice. No encontro em Florianópolis, o partido não determinou, mas orientou os demais ocupantes de cargos a deixarem seus postos. O MDB vai seguir seu caminho, sem contar com o apoio do governador.
Feminicídio
As mortes de Ana Deyse Gomes Provensi, de 36 anos, em Maravilha; e de Daiane Simão da Costa, 33 anos, em Piçarras, ampliam o número de feminicídios em SC. Segundo dados do Observatório da Violência contra a Mulher, SC registrou 438.242 ocorrências de violência contra as mulheres em 2025, sendo que 52 foram mortas pelo crime. Números que nos envergonham.
Reação

Foto: Divulgação/CBMA
Diante da barbárie, o Coletivo de Mulheres do Brasil em Ação (CBMA), entidade sediada em Penha, que acolhe mulheres vítimas de violência, realizou manifestação silenciosa para protestar contra a soltura do ex-marido de Daiane, que possuía histórico de violência doméstica. O protesto contou com o apoio da deputada estadual Paulinha (Podemos).