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Repetir faz bem

Por: Luiz Carlos Prates

14/04/2026 - 07:04

Devagar se vai ao longe? É o que diz o ditado. Uma tartaruguinha vai andando tão devagar que nos irrita, porém, ela vai longe. Vale para nós. Muitos humanos querem chegar aos “Everestes” da vida sem muito esforço, sempre esperando pelo amanhã, pela hora certa, por isso e aquilo. Na verdade, desculpas. Aliás, falando de subir o Everest, ouvi e vi, dia destes, no programa Sem Censura, na TV Brasil, com a Ciça Guimarães na apresentação, uma entrevista com um produtor e roteirista da Globo, esqueci o nome do sujeito. Ele subiu o Everest, chegou lá em cima. E contou que para chegar a esse “topo” precisou se preparar por seis anos, subiu o que podia por outras montanhas, treinou a mente para os desafios e só depois desse tempo e preparo é que ele chegou lá em cima. Deixou claro que a decisão, a preparação e a fé em realizar o objetivo são alicerces indispensáveis às vitórias na vida, tudo sem pressa. E quem não sabe disso? Os acomodados da vida. Dou estas voltas inspirado por um recorte de jornal que está comigo desde os anos 70, da minha coleção de reportagens. Uma coleção sem preço. O recorte é do Globo. E a manchete é esta – “Futebol com mania de perfeição”. E foto do Pelé. A história conta que o Brasil ia enfrentar a Argentina em março de 70, no Maracanã. Pelé sabia que o goleiro argentino, Cejas, tinha a mania de se posicionar lá na frente, junto à linha de frente da grande área, assim ele podia comandar melhor os companheiros de defesa, só que… Esse posicionar-se lá na frente, junto à linha de frente da grande área, era sabido e foi uma ideia para o Pelé. A ideia de passar uma semana treinando chutes de longe e pelo alto, tirando as chances do Cejas de, correndo de costas, fazer a defesa. Cejas ficou sabendo dos treinos do Pelé e jogou “quase” o tempo todo debaixo das traves, não se adiantou, mas… Jogo quase no final, empate em 1×1. Aos 44 minutos, Cejas distraiu-se e Pelé o viu adiantado e chutou do meio do campo. Golaço e… Vitória brasileira: 2×1. Moral da história? Saber, preparar-se, crer e fazer. Vai dar certo, ah, vai. Querer colher sem antes semear é para treteiros de votos…

DINHEIRO

Ninguém dá dinheiro de graça, só por bondade. Vamos imaginar um dono de banco dando dinheiro para todos os lados, claro, para obter grandiosas vantagens e tudo, aparentemente, dentro da lei, o dinheiro que ele dá é dele? Óbvio que não, o dinheiro é dos clientes que depositaram e confiaram no banco. E vai ficar assim? Vai, porém os que foram “agraciados” e estão se garantindo que não brinquem com fogo, não brinquem…

6X1

Os que não são empresários e não estão nem aí para os estragos de certas medidas, estão votando para acabar com os 6×1 no trabalho. Alegam, hipocritamente, que é para o lazer dos trabalhadores, sei bem dessa safadeza… Agora, tem uma coisa: acabados os 6×1, vão explodir os divórcios, as brigas domésticas e os feminicídios, como aconteceu durante a pandemia da Covid. Aliás, vai ser muito pior.

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FALTA DIZER

O endividamento das famílias brasileiras está superando os recordes… E de onde vêm os endividamentos? Vêm dos salários baixos? Não, nada disso, vêm das irresponsabilidades nos gastos. Lazeres incondicionais, viagenzinhas, troca de carro, roupas desnecessárias, só irresponsabilidades. Os gastos não vêm de uma saúde complicada, não vêm. Então, boca fechada e juízo.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.