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Remédio ou veneno?

Por: Luiz Carlos Prates

06/03/2026 - 07:03

Falo do medo. O medo tanto pode ser remédio quanto veneno, tudo depende da “dose” que nos chega ou das leviandades que ainda não varremos da cabeça. Antes de tudo, o medo é um preservativo da vida, quem não tiver medo não chegará ao outro lado da rua… Há dois tipos de medo, o medo objetivo e o medo subjetivo, criado por nós, por nossas inseguranças. Todos vivemos esse medo, que não me venha um valentão, um prepotente a dizer que não tem medo de nada. Mentiroso. Estou indo longe e ainda não abri a janela da nossa conversa, leitora, leitor. É que há pouco estava lendo passagens da história grega e dei de cara com as “pitonisas”. Pitonisas eram mulheres lindas, jovens, daquelas de parar o trânsito e… A força delas estava em prever o futuro. Pronto, cheguei ao ponto. O desconhecer o futuro nos tira muito da segurança, afinal, não nasceu até hoje quem pudesse ver e garantir o futuro. Jamais alguém teve esse poder. Sim, eu sei, oportunistas religiosos inventaram histórias de “caras poderosos” que viam o futuro… Tudo para enganar os “fiéis”. Um dos nossos permanentes sufocos na vida, hoje mais do que nunca, se chama ansiedade. Ansiedade é medo, medo do futuro, do vago, do desconhecido. E esse medo levou muitos espertalhões e espertalhonas a criar as “adivinhações”, isto é, jogadas para ver o futuro das pessoas. Cartomantes, videntes, horoscopistas estão por todas as esquinas. Por quê? Porque as pessoas, ou todos nós, queremos saber do futuro. E ante a certeza de que nunca nos será possível saber e garantir o futuro, essas pessoas “ditas” dotadas de poderes especiais enchem a bolsa… Com o dinheiro dos trouxas, óbvio. Quero saber do futuro. Ah, é? Sigamos então o roteiro do bom senso, da ética, do não atravessar a linha dos exageros e mesmo dos impossíveis, afinal, nós sabemos quando estamos entrando na raia dos impossíveis, ah, sabemos. Fora disso, é preparar o chimarrão e trocar ideias com os amigos: será que vai chover? Pronto, aí estará a pergunta que mais “se aproximará” de uma possível vidência. O mais é correr atrás do vento e jogar dinheiro fora com safados e safadas que se dizem capazes de prever o futuro. O futuro dos trouxas.

VERDADES

Acabei de ler um livro interessante, pleno de verdades, de verdades ácidas diante dos nossos sonhos. O tal livro é o “Wabi Sabi – a sabedoria japonesa de apreciar o imperfeito”. Esse livro nos lembra o tempo todo que tudo é imperfeito e transitório, nada é perfeito e nada existe para sempre. Todos sabemos disso, mas criamos fantasias sobre o perfeito e o eterno, o que não queremos que acabe. Como essa filosofia japonesa é incontestável, sobra-nos uma saída: viver intensamente o “aqui e agora” da vida. Coisa para poucos…

PERGUNTA

Uma pergunta do livro Wabi Sabi, de que falei, tem uma pergunta milenar e instigante: – “Para que acumular mais do que o necessário”? Ora, por medo. Medo de perder, medo de algo inesperado e devastador em nossas vidas, medos de todos os tipos. E em razões desses medos, acumulamos. Como será a vida emocional do cara mais rico do mundo? Aposto? Uma lixeira.

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FALTA DIZER

Canalhas quando são desmascarados e o povo fica sabendo que não valem nada, que são uns trapaceiros bem-vestidos, querem “acabar” com jornalistas, com o jornalismo. Mas o jornalismo, canalhas, é a pedra fundamental da democracia, sem a Imprensa o povo cai na Ditadura das mentiras e dos roubos impunes. Canalhas!

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.