Acabei de ouvir numa dessas tantas tevês que temos hoje em dia um assistente espiritualista, um médico já bem idoso. Ele faz, já aposentado, a melhor das medicinas: a da alma. E na entrevista, que já peguei no final, ele dizia que as pessoas do que mais se arrependem na vida é do que não fizeram. Ouvi isso e minha memória deu um salto, lembrei-me do Clodovil, marcante apresentador de televisão e deputado federal, quando perdeu a vida. Clodovil disse na entrevista que o maior arrependimento dele era não ter beijado mais a sua mãe adotiva. Ele foi acolhido por ela, amado por ela, educado por ela, Clodovil se lembrava da mãe e sofria por não tê-la “curtido” mais. Muito comum. E esse vai ser o arrependimento da maioria que anda por aí – cuidemo-nos para não estar nesse barco… De um lado, se entende, o que está na palma da nossa mão costuma não ser conscientizado, valorizado, todavia, depois da perda sobrevém a consciência e os pesados arrependimentos. Mesmo quando damos valor aos nossos valores humanos, depois da perda vamos encontrar razões para arrependimentos. É por isso que os pregadores da consciência à felicidade recomendam que coloquemos luz emocional sobre nossos valores. E muitos esquecem que riquezas na vida não são materiais, um carro novo e caro nos dá, em alguns poucos momentos, o poder de provocar inveja em muitas pessoas, mas esse sentimento passa logo e outro carro já é desejado… E muitos, com dinheiro sobrando nos bolsos, pensam que isso é tudo, que a vida se resume no materialismo, mas… Por dentro, essas pessoas se sentem pobres. Aliás, é bom lembrar, os que têm muito dinheiro namoram e casam na hora em que bem entendem, a fila de levianos na vida é enorme. Casar com um rico traz fama e provoca invejas, mas, quase sempre, é coisa de gentalha. Casamento só é “casamento” quando o caráter de um e do outro fecham um circuito, aí, sim, aí é casamento, o mais é ajuntamento. Ninguém escapa dos arrependimentos ao longo da vida, mas muitos desses arrependimentos já nos cutucam o coração hoje, tudo de um modo bem silencioso e discreto, mas… O aviso já está pronto, e os que fingem não ouvir esses sobressaltos vão pagar caro no futuro, ah, vão.
ROUBOS
Ando em supermercados e observo preços e produtos. É de sair chutando a porta de empresas canalhas que estão colocando no mercado produtos que tinham um peso maior e que agora, mantidos na mesma embalagem, vêm com peso menor. Não aumentam o preço, mas diminuem a quantidade. O aumento é disfarçado. Pegar os donos dessas empresas pela gola e fazê-los descobrir com quantos paus se faz uma canoa, canalhas.
NÁDEGA
Antes de tudo, ah, que coisa bem feita… Ouça a manchete, do portal Metrópoles: – “Homem dispara arma e acerta a própria nádega durante caçada em Mato Grosso do Sul”. Acertou o próprio “cérebro”, mas como? O cara sair de casa com uma arma para matar bichos indefesos e dizer que isso é diversão, que isso é esporte? Será que com esse tiro no seu próprio “cérebro” o cara vai aprender a respeitar os bichos? Se aprender, vai ficar viciado em livrarias…
FALTA DIZER
Manchete mundial: – “Papa Leão XIV condena lucro “vertiginoso” obtido com destruição ambiental”. Ah, senhor, Papa, tire o cavalinho da chuva, o Brasil, por exemplo, está sendo devastado pelas liberdades concedidas por “Brasília” em favor dos amigos que adoram derrubar árvores e poluir águas para ganhar dinheiro…