Jaraguá do Sul, ontem, amanheceu chocada com uma notícia, que, não bastasse ser horripilante por contra própria, tem seu feito aumentado ao quadrado devido a época em que os fatos ocorreram, praticamente no dia das mães. O pequeno Hector tinha tanta coisa pela frente, tinha chances de ser um prefeito, um presidente, um médico, um bombeiro, um policial... Uma infinidade de surpresas esperavam por ele. Mas tudo isso foi interrompido graças a alguma situação que pode não ser descoberta nunca! A história completa acerca do caso todos já conhecem, mas, o que não me entra na cabeça é que podemos ter um caso sem autor ou sem causa por uma simples falta de vontade. E creio que é assim que posso definir o que está ocorrendo. Como não haviam indícios de violência aparente, quem tem que cuidar do caso é um órgão chamado SVO, especializado em investigar causas de morte. Porém, eles não querem receber o corpo da criança. Que se dane se foi morta, que se dane se morreu por causas naturais, não receberemos a resposta e acabou. Resumindo é isso! Eles têm seus motivos, devem ter, claro, mas, nada justifica deixar uma morte como essas sem solução. Poderemos sofrer com duas situações distintas: *Um casal de pais que a vida toda será tratado por muitos como assassinos, que podem ser linchados, mas que podem ser inocentes. *Ou um padrasto que pode ter asfixiado a criança, e que graças a falta de um mísero exame, ficara impune toda a vida. Não sabemos que rumo essa investigação vai tomar, mas é uma pouca vergonha ficarmos na mão do SVO, que não é a primeira vez que nega atendimento. Que tristeza, teremos de conviver com a dúvida? Queremos respostas!

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Repórter e seu papel fundamental Para alguns ignorantes o repórter não passa de um “fofoqueiro” que vai atrás da notícia para depois sair replicando. Para os mais inteligentes, são pessoas que auxiliam e muito a comunidade, formadores de opiniões, e que, quando sabem utilizar-se de seu poder para exercer o bem, trazem grandes feitos. Eu explico! Ontem, enquanto fazia a reportagem da morte de Hector, fiquei indignado com a falta de boa vontade do SVO, e tentei resolver a situação por conta própria. Liguei para o Secretário de Estado de Segurança Pública, que por sinal, sempre vem me atendendo muito bem. Ele disse: Fritzke, infelizmente não posso te ajudar com o SVO, mas estou à disposição para o que for preciso. No mesmo momento liguei para o prefeito Dieter, que de pronto, mobilizou sua equipe para tentar auxiliar a família a buscar uma solução para o caso. Não vou puxar sardinha para o meu pão, mas, o repórter que veste a camisa, não é o que só sabe fazer confusão e intriga. O que vale mais? Um “furo” ou a solução de um crime grave? Digo mais, por ser bombeiro, já perdi muita foto de acidente pois ao chegar no local esqueço da reportagem e vou atender a vítima. Prefiro salvar uma vida do que salvar minha página. E o jornal me apoia com esse pensamento.