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Que mulher!

Por: Luiz Carlos Prates

22/05/2026 - 07:05

Sim, eu sei, chimarrão é coisa de argentinos e copiada pelos gaúchos, sei disso. Paciência. Estou no barco dos que não deixam o chimarrão passar, todos os dias, uma obstinação insana, sei bem. Mas é um tempo de pausa durante o dia que me leva a pensar ou me leva à irritação. Ontem foi um momento diferente, foi um momento de admiração. Chimarrão pronto, cadeira ajeitada e click, tevê ligada. Andei para lá e para cá e dei de cara com ela. Com a Anita. Sei que Anita provoca ranços, gente de todo tipo que a acusa de muitos defeitos, mas… O diacho é que a Anita é exemplar. Vou resumir o que vi no programa “Em família com Eliana”. Eliana, a loirinha aquela. Ela tem esse programa no canal GNT. Era a vez da Anita, na casa dela. Mãe do céu, que casa! Uma casa de cinema, mas… Tudo com o dinheiro que a Anita ganhou. Quando ela canta, rebola, rebola de um modo a constranger, dependendo do ponto de vista de quem a vê. Mas fora do rebolado artístico, Anita é outra e extremamente competente. Antes de tudo, Anita não é “rebolativa” em namoros, não vive pulando de galho em galho como está na moda… Outra coisa, que pouca gente sabe ou notou: Anita fala inglês e espanhol como uma nativa, e quebra bem o galho falando em francês e italiano. E como ninguém pode falar um idioma sem tê-lo exaustivamente estudado, Anita tem essa outra virtude: a do propósito de andar para a frente, não por exibicionismos, mas por crescimento pessoal. Tente achar a Anita aí pelos cotidianos fazendo bobagens. Não vais achá-la. Anita é um exemplo de que de fato se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. Uma garota favelada, muito pobre, mas que hoje é rica, muito rica. Uma possiblidade de todos nós, ninguém está proibido de crescer, de ser. Nossos impedimentos são a dúvida, a subestimação, o medo, a procrastinação. Muitas mulheres pensam, tremendamente erradas, que no caso delas um casamento será a salvação. Gurias, acordem, nossa realização na vida só pode vir de nós, o mais é subalternidade, dependência e essa vivência se mistura com fracasso. As críticas a Anita o são por frustração e inveja. Anita é, fora dos palcos, discreta, empreendedora e vencedora. Nita, kss.

NOVIDADE

Li, me alegrei, mas duvidei… A notícia dizia que – “Jovens adultos (entre 18 e 34 anos) leem mais que gerações mais velhas”. A razão dessa “novidade” seriam os incentivos nas redes sociais. Se for verdade, bah, esses jovens-adultos irão longe na vida. Nunca se leu tão pouco quanto hoje, desculpas de todo tipo, mas consequências bem visíveis: o analfabetismo de não ter o que dizer e acreditar que o Papai Noel existe. Academia, jovens? É na livraria. Dessa “academia” vão sair fortões para a vida toda.

COLETIVO

Ao meio de uma entrevista, Lancelotti, treinador da Seleção Brasileira, deixou escapar uma frase sinalizadora. Ele disse que “precisamos pensar no coletivo”. Isso significa que indivíduos, tipo Neymar, só vão prestar para alguma coisa se pensarem no coletivo, no passar a bola para quem estiver melhor colocado, por exemplo. Coletivo é avesso ao individualismo, ouviste, Neymar? Na minha seleção, Neymar, teu lugar é em casa…

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FALTA DIZER

As pessoas atentas, as que leem jornais, veem telejornais e ligam o rádio para saber das novidades não ficam imóveis, como muitos pensam, essas pessoas vão votar pelo caráter dos candidatos e não pelos delinquentes vieses de esquerda ou direita. Raríssimos…

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.