Prosseguem a topo vapor as articulações políticas visando às composições para as eleições de outubro. Nas últimas horas a movimentação em torno da possível aliança entre PSD, PP e DEM foi bastante intensa, incluindo reuniões em Brasília e Florianópolis.

Na capital do Estado hoje voltam a se encontrar os líderes da aliança, Gelson Merisio (PSD), Esperidião Amin (PP) e João Paulo Kleinübing (DEM). A intenção de Merisio é que o grupo saia da reunião com fumaça branca tendo seu nome confirmado ao governo do Estado, com Kleinübing de vice e Amin e Raimundo Colombo ao Senado. Se não hoje, o anúncio pode ser feito na segunda-feira.

Merisio joga todas as suas cartas no apoio que tem dos deputados, inclusive do PP, mas não ignora o fator pesquisa que dá vantagem considerável a Amin e nem mesmo a base progressista que anda entusiasmada como há tempo não se via.

À coluna, o ex-governador chegou a afirmar que em convenção a tese de abrir mão da cabeça de chapa não seria aprovada. O problema é que se Amin insistir em manter o próprio nome a aliança formatada por Merisio, que inclui outras oito siglas como PDT, PCdoB e PSB, se desintegra e o PP já não acredita em uma composição com o PSDB de Paulo Bauer.

Uma das condições de Amin para fechar a aliança já foi aceita por Merisio, ter Kleinübing como vice. Até então, o cotado para vaga era Ninfo Kônig, empresário de Joinville, do PSB.  MDB e PSDB acompanham esse jogo de xadrez com olhos bem atentos.

Uma decisão de um lado força o outro ou outros a se movimentar. Nas próximas horas/dias, as peças vão ficando mais claras.

Enquanto isso, no Beto Carrero

De olho no jogo dos adversários, os líderes do MDB e PSDB no Estado se encontraram em Penha ontem, durante a inauguração da nova área do Parque Beto Carrero com tema Hot Whells.

Entre sorrisos, a interrogação é se haverá clima para que uma das siglas ceda a condução e a outra entre de carona para que a chapa se concretize.

O fato é que se a aliança desenhada pelo PSD sair do papel o PSDB terá que definir se vai de chapa pura ou se fecha com o MDB que já tem acertado com PR e PPS.

Na foto, os tucanos Napoleão Bernardes, Dalirio Beber e Leonel Pavan e os emedebistas o Vinicius Lummertz, Mauro Mariani e Tufi Michreff Neto.

Devolução de sobras

O presidente da Câmara de Vereadores de Guaramirim, Ernesto Friedemann (PP), confirmou a devolução de R$ 200 mil para o Executivo. O valor será investido na abertura de rua nas proximidades da BR 280 até a ferrovia.

Depois de realizado este trabalho pelo município, será possível a instalação de empresas nas proximidades.

A informação que chega da Prefeitura é que poderá ser instalado no local um atacado que vai abrir cerca de 250 empregos diretos.

Hortas comunitárias

O vereador Ramon Castro (PSD) tem conversado com o prefeito de Guaramirim, Luis Antônio Chiodini (PP), para tirar do papel o projeto que pretendem transformar os terrenos baldios do Município em hortas comunitárias.

A intenção do vereador é oportunizar as pessoas de baixa renda o plantio de hortaliças para consumo, e também disponibilizar estes locais para moradores que residem nas proximidades, interessados em auxiliar no embelezamento, limpeza e plantio, para que não fiquem abandonados.

Renúncia de receita menor

A Lei de Diretrizes Orçamentárias de Santa Catarina para 2019 foi aprovada pela Assembleia Legislativa.

Uma das principais alterações está em uma emenda de destaque que estabeleceu um teto para as renúncias fiscais praticadas pelo governo em 16% da arrecadação bruta dos tributos estaduais ICMS, IPVA E ITCMD, a ser atingido em um período de quatro anos, a contar do início do exercício financeiro de 2019.

Na proposta original da LDO, o governo havia calculado a renúncia de R$ 5,938 bilhões, o que equivale a praticamente 25% de todo o orçamento.

Contenção de despesa

Decreto assinado ontem pelo prefeito João Carlos Gottardi (PP) estabelece diretrizes de limitação de empenho e movimentação financeira no município. As medidas foram tomadas devido à queda na arrecadação e a necessidade da manutenção do equilíbrio.

Desde ontem ficou estabelecido o corte no pagamento horas extras, corte de despesas com diárias e passagens, redução em 25% das despesas com materiais de expediente, entre outros.

Outro decreto determina a adoção de turno único para a Secretaria de Infraestrutura que prestará serviços de segunda-feira a sexta-feira das 7h às 13h. Em junho, Gottardi já havia anunciado o corte de 49 funções gratificadas (FGs) e seis cargos comissionados.

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