A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) apresentou um projeto de lei que reacende o debate sobre a efetividade das CPIs e CPMIs. A proposta surge em meio a críticas de que essas comissões, apesar da grande repercussão política, muitas vezes não resultam em responsabilizações concretas.
O texto prevê que, caso o Ministério Público não apresente denúncia em até seis meses após o encerramento das investigações, parlamentares possam encaminhar diretamente as acusações ao Judiciário. A medida amplia o protagonismo do Legislativo e pressiona por maior agilidade nas respostas institucionais.
Segundo a deputada, a iniciativa busca evitar o chamado “vazio de responsabilização”, quando provas robustas reunidas durante as comissões acabam sem desdobramentos. O projeto também tenta impedir que articulações políticas esvaziem relatórios ou travem avanços na esfera penal.
A proposta deve gerar debate entre os Poderes. Enquanto aliados defendem o fortalecimento do combate à impunidade, críticos apontam possíveis conflitos institucionais e questionam a preservação das atribuições do Ministério Público.
CPMI do INSS
O encerramento da CPMI do INSS sem relatório aprovado reforça críticas sobre a efetividade dessas comissões, que muitas vezes produzem provas, mas não geram consequências práticas. O caso dialoga com a proposta da deputada Caroline De Toni, que busca evitar que investigações terminem sem punição. A polarização política e os impasses internos acabam enfraquecendo o papel fiscalizador do Parlamento, evidenciando a necessidade de mecanismos que garantam continuidade e responsabilização após as apurações.
Ponto facultativo
A Prefeitura de Jaraguá do Sul comunicou ontem que não haverá expediente nos equipamentos públicos municipais na Quinta-feira Santa (2), conforme decreto municipal. No entanto, os serviços considerados essenciais serão mantidos em regime de plantão nesta data, de acordo com necessidades de cada secretaria, autarquia, fundação municipal ou empresa pública.
Cadastro eleitoral
O prazo para regularizar a situação eleitoral e garantir o direito de voto nas Eleições 2026 termina em 6 de maio. Até lá, é possível emitir o primeiro título, transferir domicílio eleitoral, atualizar dados ou quitar pendências. Após essa data, o cadastro será fechado, conforme a legislação eleitoral. A Justiça Eleitoral orienta que os eleitores não deixem para a última hora, já que o sistema ficará indisponível para alterações nos meses que antecedem o pleito.
Aumento
Santa Catarina pode registrar crescimento de até 20% no eleitorado até 2026, com potencial de 1,1 milhão de novos votantes. O aumento é impulsionado pela migração e pelo público jovem, que soma cerca de 289 mil pessoas entre 15 e 17 anos — a maioria ainda sem título. A Justiça Eleitoral projeta alta na procura por atendimentos e recomenda agendamento prévio para evitar filas nos últimos dias do prazo.