Povinho indeciso!

Colunistas

Por: William Fritzke

sábado, 04:00 - 03/09/2016

William Fritzke
A indecisão é uma característica que está se tornando comum no ser humano hoje em dia. Hoje decidimos que vai ser assim, amanhã por razões do alheio, mudamos nossos conceitos e vemos que pode ser de outra forma. Dependendo o âmbito das mudanças, a alteração do que já era certo pode trazer sérias consequências, por vezes até nos taxar de idiotas por tabela. Falando em ser taxado de idiota, é como me sinto com relação a palhaçada que ocorre com a constante mudanças de normas no Código de Trânsito Brasileiro, o CTB. Primeiramente, bem antigamente, exigiram que todos tivessem um kit de primeiros socorros no carro. Lindo! Quem não tinha era multado. Durou pouco e a exigência caiu por terra. Tudo bem! Não demorou muito, veio a obrigação do extintor ABC, melhor e mais eficaz para combater qualquer tipo de chama. Houve correria, todos aflitos para conseguir o tão famoso ABC, postos sem estoque, preços absurdamente mais altos do que o normal, multas e mais multas, até que em um click alguém fala: “Mas precisa mesmo de extintor?”. E a obrigação cai por terra. Quando pensamos, ok, já nos multaram demais, nos fizeram demais de palhaços, vemos que nos enganamos de novo. Obrigam-nos a acender os faróis baixos durante o dia enquanto transitamos por rodovias. A PRF aplica centenas de multas, pois as pessoas acabam esquecendo-se de acender, e aí, do nada, um tribunal julga a medida improcedente por falta de sinalização nas rodovias e faz a lei cair por terra novamente. Sim, devem achar que somos idiotas, que engolimos tudo na maior facilidade, que não vamos achar ruim, só pode. Como fica a situação de quem foi multado? Sacanagem, hein? Qual a próxima coisa que vão tirar da obrigatoriedade? O cinto de segurança? É esperar para ver! linha flecha O que querem Entendam, existe uma gigante diferença entre manifestante e vândalo! Manifestante merece respeito, vândalo merece borracha. A regra é simples, não tem erro. O artigo quinto da Constituição, em seu parágrafo quarto, diz que: é livre a manifestação do pensamento. Em seu parágrafo 15 diz que: é livre a locomoção no território nacional. Em seu parágrafo 16 diz que todos podem reunir-se, pacificamente. Falo isso, baseado nos protestos que vem ocorrendo em Santa Catarina e, principalmente, no Brasil inteiro, após o presidente Michel Temer ser empossado no lugar de Dilma. Ninguém é obrigado a engolir isso, todos chateados podem se manifestar, mas com educação, sem baderna, ou melhor, sem quebra-quebra. Não foi isso que vimos por parte de alguns, quero crer que “membros infiltrados” que demonstraram cenas lamentáveis de zona, baderna e enfrentamento e provocação à polícia. Só tenho uma coisa a dizer aos manifestantes: desejo sucesso e os parabenizo pela coragem e disposição por manifestar. Aos baderneiros não desejo nada, desejo sim aos policiais boa mira com balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral. Quem deseja quebrar o patrimônio alheio merece resposta, e resposta dura! linha flecha Sem noção Não sou nenhum juiz para julgar procedente ou improcedente a atitude de alguém, agora não posso me abster de comentar sobre um caso ocorrido em Jaraguá durante as últimas semanas. Um jovem professor de música de 21 anos sumiu de casa no dia 18 de agosto e, até a última quinta-feira (1), estava “desaparecido”. Família desesperada, polícia acionada, todos empenhados em achar o cidadão, temendo o pior, e na quinta ele reaparece após uma aventura por outro Estado, já no litoral catarinense. Oras, não sei por que raios que o parta esse guri resolveu sumir de casa, agora, seja lá qual for o motivo, nada justifica uma palhaçada desse tamanho. A mãe morrendo de desespero, a polícia perdendo tempo com uma aparente besteira. Ninguém é obrigado a ficar aonde não se sente bem, mas será que era impossível nesses tantos dias, fazer uma mísera ligação e falar: “Não irei voltar, mas estou vivo”? Vacilou feio.
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