Policiais – Luiz Carlos Prates

Por: Luiz Carlos Prates

20/03/2024 - 06:03

Tenho um amigo italiano que me descobriu por meio dos meus comentários de rádio, comentários que faço para diversas emissoras de Santa Catarina. O nome do meu amigo é Alex Grecchi. Ontem ele me mandou fotos e uma história contada pelo jornal – Il Resto Del Carlino – da cidade de Bolonha, 100 km ao sul de Milão. Reportagem de capa do jornal. História de um delegado de polícia que ia por uma calçada quando viu um jovem em cima de um telhado. O jovem parecia drogado pelo modo como caminhava e estava em alto risco. O delegado desconfiou, atravessou a rua e preparou-se para “agarrar” o jovem caso ele saltasse para a morte. Dito e feito. O rapaz se jogou e o delegado o aparou. Os dois foram ao chão, escoriações de todo tipo, mas o delegado salvou o jovem suicida, servindo-lhe como “colchão” de amortecimento. Heroísmo. Coisa “normal” para os policiais. Tenho nos meus arquivos incontáveis histórias de policiais de folga, por exemplo, mas que impediram assaltos, ataques à segurança alheia de todo tipo. Policiais sempre determinados à ação ao bem público. Quem faz isso de folga? Só eles, os policiais, policiais de todo tipo, civis, militares, bombeiros, federais, todos. Os mesmos policiais que muitas vezes são apedrejados por críticas levianas, mas procurados e elogiados pelos hipócritas na hora em que precisam dos policiais. Sem os policiais o Brasil já teria acabado há muito tempo. E não estou brincando, brincando estão muitos dos legisladores e dos executivos. Quando tudo vai bem, o povo despreza as policias, quando o bicho lhes vem pegar, ah, são os primeiros a se lembrar de “chamar a polícia”. Policiais e professores salvam o Brasil, e qual é o salário deles? Qual o salário na comparação com “doutores” de todas as instâncias da República? Salário simbólico, todavia, ao preço de um continuado risco de vida. Policiais saem pela manhã para trabalhar e não sabem a hora em que vão voltar, se voltarem… Já os “doutores” dos três poderes ficam no ar-condicionado, na vida mole e cheia de adendos salariais. Será que os “doutores” da prepotência sairiam às ruas se todos os policiais entrassem em greve? Sairiam coisa nenhuma, borrados dos poderes enganosos. Pessoal das policias, um abração. Vou dar uma volta… Porque sei que vocês estão por perto…

PUDOR

Segundo a história religiosa, a primeira reação dos humanos após o pecado original foi a consciência da nudez. Adão e Eva taparam-se… Agora ouça esta manchete: – “Universidade Federal do Rio Grande do Sul põe alunos nus para receber calouros”. Foi semana passada, inicio do ano letivo. Alunos dos cursos de Artes Visuais. Diga-me se tem cabimento… A coisa está virando rotina, despudor, falta de punição, incentivos à degradação moral. Ah, esses nus na salinha dos fundos…

LOUCURA

Vou usar de uma expressão do meu tempo de escola marista: – Santa Maria Goretti! Expressão diante de uma estupefação. Uma “influencer” brasileira, coitada, completamente fora da casinha, anunciando que acaba de passar por (mais um) procedimento, desta feita para retirar duas costelas. Sem essas “dispensáveis” costelas sua cintura ficaria, ficou, mais estreita. Tudo para ficar bonita. O diacho é que ela não está sozinha nesse mato sem cachorro…

FALTA DIZER

Com todas as modernas tecnologias das enganações que andam por aí, o verbo que entrou em plantão permanente é o verbo “desconfiar”. Não confiar em ninguém até prova em contrário é o primeiro mandamento desse verbo. A canalhada bem-vestida está de plantão para passar a perna nos desatentos. Olho vivíssimo.