Cinquenta e nove pessoas morreram depois que um “lobo solitário”, ou melhor, um louco, abriu fogo contra uma multidão que assistia a um festival de música nos Estados Unidos. Além dessas, outras várias ficaram feridas. O crime foi premeditado, ele já planejava fazê-lo antes, tanto que em outros festivais já havia alugado quartos de hotéis próximos, sem ter conseguido efetivar o ataque. Sem dúvida foi uma tragédia, por sinal, difícil de prever. O assassino estava acima de qualquer suspeita. Agora, como sempre, já utilizaram isso para massacrar de vez o porte de armas para o cidadão consciente. Armas não atiram se alguém não puxar seus respectivos gatilhos. Claro que a facilidade de as comprar pode acarretar situações como essas, mas, na minha opinião, acredito que traz mais segurança para eu e você, cidadão de bem. Proibir armas por alguém usá-las em um atentado seria o mesmo que proibir caminhões só porque loucos insistem em jogá-los contra multidões, ou proibir aviões, pois podem ser usados em ataques terroristas. O que tem que ser feito é uma mudança no código penal, aumentando a pena para quem utiliza armas para crimes, isso sim. Mas, na minha opinião, proibir não é a solução! Ah, mas olha só quantos fuzis o homem tinha em casa! Ei, você já viu as matérias sobre a invasão na Rocinha? Viu quantos fuzis a polícia já apreendeu lá? Só esse ano foram mais de 300, sendo que alguns deles, como a AK47 de fabricação russa, começada ainda na época de União Soviética, são adquiridos pela bagatela de 70 mil dólares (nos EUA custam cerca de mil). Nas décadas de 60 e 70, os americanos experimentaram um grande crescimento no número de assassinatos, que chegou em 1975 ao patamar 9,7 homicídios por 100 mil habitantes. As políticas estaduais para conter a onda de homicídios foram bastante claras e se resumiram à tolerância zero aos crimes e liberação ainda maior ao direito de possuir e portar armas. LEIA TAMBÉM A OPINIÃO DO COLUNISTA NELSON PEREIRA:8 - Nelson Luiz Pereira | Las Vegas, o dilema das armas e o combate às mazelas da sociedade Culpar a tecnologia pelos nossos males é como culpar as armas pelas mortes que provocamos: pura bobagem. Eu mesmo atiro, e bem por sinal, lido com armas dentro da legalidade faz muito tempo e nem por isso sou um assassino. Bem pelo contrário, estou apto para defender minha casa, minha família e minha vida! “Afirmar que o problema da criminalidade violenta é fruto da existência das armas na sociedade – tese abandonada até pela ONU em seu estudo sobre homicídios no mundo realizado em 2011 – faz tanto sentido quanto dizer que a obesidade se deve aos talheres e que carros saem por aí bêbados causando milhares de mortes por ano. Na cabeça desnorteada dos desarmamentistas, o homem é apenas um objeto usado pelas malvadas armas e, portanto, as armas merecem ser condenados e os facínoras justificados”, Bene Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil e coautor do livro "Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento". Já que não podemos nos defender, podemos pelo menos dificultar a vida dos criminosos por meio da lei. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou um projeto que inclui o porte e a posse ilegal de arma de fogo de uso restrito no rol de crimes hediondos. Estão incluídos nessa relação os fuzis e metralhadoras, entre outros armamentos. Será o início de uma mudança? Ainda preferia que liberassem meu porte, mas ok. CONFIRA TAMBÉM: - Porte de arma para proprietários e trabalhadores rurais maiores de 21 anos passa em uma comissão no Congresso