Perspectiva profissional cresce em SC

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Por: OCP News Jaraguá do Sul

sábado, 12:51 - 26/03/2016

OCP News Jaraguá do Sul
O indicador de Perspectiva Profissional foi o único dado componente da Intenção de Consumo das Famílias (IC) que cresceu em março na comparação com o mesmo mês do ano passado. O patamar calculado pela Fecomércio Santa Catarina para este quesito foi de 101,5 pontos, numa escala de 0 a 200. Isso representa um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2015 e de 5,9% em relação ao mês anterior. “Os indicadores Renda, Acesso ao crédito, Nível de consumo e Momento para Duráveis apresentaram queda em março, já os de mercado de trabalho e perspectiva de consumo tiveram recuperação, o que permite a leitura de que a confiança está estritamente ligada à estabilidade do quadro político e econômico. Como a desaceleração da renda e do emprego é a menor do país, existe um horizonte de retomada em Santa Catarina em médio prazo: com a inflação menor e estabilidade nos níveis de juros, as famílias terão novamente poder de compra e acesso ao crédito, reaquecendo a economia”, avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt. O indicador geral da Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que reúne dados sobre emprego, renda, acesso ao crédito e consumo dos catarinenses, caiu 0,9% no mês de março e ficou 101,2 pontos. No entanto, na comparação anual a queda foi de 16,7%. O índice no país também teve o primeiro recuo de 2016 neste mês (1,6%), ficando em 77,5 pontos, com contração de 29,9% no ano.

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6,1%

Foi o aumento no número de pessoas trabalhando por conta própria no trimestre terminado em janeiro, em relação a igual período de 2015, no Brasil. A quantidade de pessoas nessa condição atualmente no país é de 21,768 milhões.

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43,9%

Foi a retração na perspectiva de consumo das famílias catarinenses em março, na comparação com o mesmo período de 2015. Foi o índice que mais caiu nessa relação entre os dados que compõem a Intenção de Consumo das Famílias, calculada pela Fecomércio SC. O pessimismo pode ser visto na variação do volume de vendas do comércio, que caiu 4,4% no Estado em janeiro, no acumulado de 12 meses.

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7,1%

Foi a queda no índice que mede o momento para consumo de bens duráveis em Santa Catarina, entre fevereiro e março. No contexto anual, a queda foi de 14,9% em março deste ano. A pesquisa é da Fecomércio SC.

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Ministro espera inflação menor

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse esperar que a inflação encerre o ano “menor que 7%”, em entrevista à TV NBR na noite de quinta-feira (24). Mesmo assim, a inflação vai estourar o teto da meta pelo segundo ano consecutivo. Em 2015, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 10,67% ao ano. A meta de inflação é de 4,5% ao ano, com tolerância de até 6,5%.

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victor danichA importância das médias e pequenas

As pequenas e médias empresas cumprem um papel importantíssimo na dinâmica das atividades econômicas. Fornecem produtos e serviços; transferem e desenvolvem tecnologias; geram renda, empregos e investimentos, consolidando desse modo uma infraestrutura física e institucional no contexto do mercado.

Resulta evidente que, no âmbito local, os esforços de fomento do governo para esse tipo de empreendimento, devam ser conduzidos por meio de políticas públicas que proporcionem um habitat seguro para que estas cresçam de modo sustentável. É por que isso deveria ser feito desta maneira?

As empresas de pequeno porte criam muito mais empregos, além de manterem vínculos mais locais do que as empresas transnacionais. De modo geral, as pequenas empresas contratam pessoas em situação de pobreza ou excluídas socialmente, que seguramente nunca seriam admitidas numa grande empresa moderna, colocando em prática, sem querer, uma rede implícita de segurança ao absorver mão de obra com pouca qualificação num período de crise. Tal configuração é resultado de um processo da árdua luta pelo sinuoso caminho do desenvolvimento, tão característico dos povos latino-americanos.

Na medida em que a economia do país se desenvolve, as pequenas e médias empresas tendem a sair da economia informal, obtendo a capacidade legal de pagar impostos e benefícios, além de salários de forma regular, formalizando assim a atividade econômica através da inclusão social. No entanto, o Estado tem que fomentar as condições de um ambiente favorável ao crescimento deste tipo de empresas, evitando criar obstáculos com uma regulação extremadamente excessiva, que tira estas da economia formal por falta de alternativas, privando ao próprio governo das correspondentes receitas fiscais e, ao mesmo tempo, deixando os trabalhadores sem proteção legal. Nesse contexto, o Estado deve fortalecer às pequenas e meias empresas no desenvolvimento de seus negócios, ajudando com cursos de treinamento aos trabalhadores, além da garantia de acesso a créditos governamentais. Ajustando-se a esse processo, o programa ProJovem Trabalhador, do Ministério do Trabalho, colabora com a capacitação de indivíduos com idade entre 18 a 29 anos, desempregados e de famílias com renda per capita de até um salário mínimo, de modo a aderir a essa iniciativa socialmente responsável.

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