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Pequenas surpresas

Por: Luiz Carlos Prates

29/01/2026 - 07:01

Pequenas surpresas fazem o casamento mais feliz, longevo. E o que são pequenas surpresas? Nada mais que pequenas gentilezas, coisas mínimas, mas que levam ele ou ela a se dar conta do relacionamento e da importância de viverem debaixo do mesmo telhado… Hoje, nos ambientes de trabalho, cada vez mais se espera que os funcionários não esqueçam das softskills, habilidades de relacionamento social, de educação no convívio profissional. Essas habilidades são indispensáveis para que os “colegas” vivam um ambiente mais leve e estimulante. Os ranços, as antipatias, as frustrações se forem levadas ou cultivadas no ambiente de trabalho deixam o ambiente pesado e pouco estimulante ao crescimento das pessoas. Mesma coisa no casamento. Aquela história furada de que o casal já está há muito tempo casado, nada mais é preciso para que ela ou ele seja conquistado é coisa típica dos embusteiros do falso amor. O amor não pode envelhecer, ele tem que sempre ser renovado, de um modo ou de outro. E o modo mais fácil são as gentilezas, pequenas e inesperadas graças que os “pombinhos” devem fazer um ao outro ao longo dos dias de convívio. Um pequeninho elogio, um agradecimento por uma lembrança ou obséquio feito, qualquer coisa boa pode ou deve ser pretexto para um sorriso, um reconhecimento, um agradecimento. Esse tipo de consciência “renova” a relação, dá energia a ela e faz o casamento não abandonar o eterno noivado, um eterno noivado que deve energizar os casamentos. Certo? Certo umas pitangas. Os casamentos, por maioria absoluta, não passam de rotinas cansativas, chatas, aborrecidas e sem graça. O sexo, quando acontece, é um teatro da pior qualidade, ô, se é… Esse sexo, que um dia foi ou deve ter sido amor, vira compromisso, na verdade, chateação. O mesmo que vivemos no ambiente de trabalho quando trabalhamos só pelo salário. E uma das piores vivências das nossas existenciais é quando olhamos para trás e suspiramos: – “Eu devia ter feito diferente, eu devia ter feito melhor…”. Quando dizemos isso, o tempo passou, não volta mais. Mesmo quando estamos ou estivermos sem graça, não esquecer que ela ou ele, os dois, são alicerces emocionais ou muito mais em nossas vidas. Se não for essa a nossa vivência interna, melhor é fazer as malas, dar tchau e ir cantar em outra freguesia…

HORROR

Manchete de um dos nossos portais de notícias: – “Santa Catarina teve sete crianças e adolescentes vítimas de estupro por dia em 2025”. Casos descobertos. É muito mais do que isso, agora, tem uma coisa: comprovado o prevalecimento de um “homem” sobre uma criança ou uma adolescente indefesa, ah, compadres, a justiça tem que ser para o “nunca mais”. Nunca mais o patife vai olhar para os lados. Tem que ser assim, tem. Salinha dos fundos é pouco…

VELHICE

Woody Allen, cineasta americano, disse de uma feita que – “A idade não nos torna mais sábios, nem mais tranqüilos, nem mais maduros. Ela simplesmente nos envelhece”. Vale para a maioria, porém… Há pessoas equilibradas que vão se iluminando ao longo da vida, bem poucas, é verdade. Os atirados, sim, ficam parados no tempo. Quem são eles? Saia e dê uma olhada nos idosos pelos arredores… É de arrepiar.

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FALTA DIZER

Carlos Lacerda (1914/1977) foi um ativo político brasileiro. Certo dia, ele disse: – “A impunidade gera a audácia dos maus”. Razão total. O Brasil que o diga… No Brasil, hoje, os que se acham dos “poderes” pintam e bordam impunemente. Mas o que é deles está guardado, ah, está…

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.