Entre os convidados para estarem presentes no Centro Cultural da Scar, na sexta-feira (19), durante palestra do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ), estava Peninha, deputado catarinense, ex-prefeito de Ituporanga que luta na Câmara dos Deputados pela revogação do estatuto do desarmamento. Isso me deixa com aquela coceira relativamente alta para falar sobre o assunto. Vamos lá! Primeiro: Em 2005, o Brasil passou por um processo de consulta popular (referendo) sobre o desarmamento. A pergunta era a seguinte: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. O resultado final foi de 59.109.265 votos rejeitando a proposta (63,94%), enquanto 33.333.045 votaram pelo “sim” (36,06%). Dessa votação, entre as regiões do Brasil, a Sul foi a com maior incidência de nãos (79,59%). Esse resultado, que não foi considerado, diz que somos contra a proibição e que nosso direito de se defender deveria ser respeitado. É de dar enjoo o fato de termos que observar um bandido acabando com nossos patrimônios e muitas vezes com nossas vidas sem poder fazer nada, a não ser deitar no chão e tampar a cara para não ser morto por reconhecer o vagabundo. Segundo: Se liberarmos o comércio de armas no Brasil, o que por hora acho difícil, apesar de eu apoiar, é de se deixar claro que devemos ter uma política de livre escolha do armamento que gostaríamos de obter. Hoje como fornecedora quase que exclusiva no mercado nacional temos as Forjas Taurus que não são tão confiáveis assim, prova disso são os diversos relatos de acidentes, tiros acidentais e falhas de tiro. A arma é um instrumento que temos mas que não queremos usar, mas que deve funcionar em caso de emergência. Não teremos um Velho Oeste, não teremos milhares de mortos por brigas de trânsito. Acredito que teremos sim uma sociedade mais respeitada e equilibrada, onde um menor não entra no seu comércio e te mata com um canivete por cinco reais sem, no mínimo, temer. Só há paz quando há respeito e não há respeito quando as leis favorecem o marginal. É isso! Palavras dele Na sexta-feira, acompanhei a palestra do deputado Jair Bolsonaro em Jaraguá do Sul e teve uma fala em especial que me chamou atenção: “É inaceitável que a marginalidade esteja mais armada que a polícia. Se o vagabundo está com revólver, o cidadão tem que estar com pistola. Se ele está com pistola, temos que ter fuzil. E se ele tiver fuzil, a polícia tem que ter tanque de guerra”. Concordo em gênero, número e grau! Uma polícia bem armada é uma polícia respeitada, temos que ter o amparo para na hora de usá-las termos a eficácia necessária.