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Pedir conselhos

Por: Ewaldo Willerding Neto

21/10/2026 - 06:10

Quando pedimos um conselho, o que é mesmo que estamos esperando ouvir? Uma aprovação. Com essa aprovação vamos adiante ou… Ainda assim, vacilamos, não nos sentimos seguros, afinal, sabemos, que quando estamos seguros não pedimos por conselhos E quando ao pedir um conselho ouvimos uma contrariedade ficamos ou irados ou a pensar que os outros é que estão errados. Agora, fique claro, todos sabemos o que é correto e o que não o é. Sem desculpas frias, sabemos. Também já disse aqui que temos, queiramos ou não, um “tribunal de justiça” dentro de nós. O pior dos bandidos sabe o que está fazendo, ah, sabe. Quando temos alguma dúvida sobre um dos nossos propósitos aí já está um sinal de alerta, é parar e pensar… Nem vou falar das mulheres ameaçadas por um vagabundo que se alça à condição de proprietário delas. O cara pode ser quem for, pode ser dono de um Maracanã, isso e nada é a mesma coisa. Precisamos pôr, em definitivo, na cabeça que não somos o nosso saldo bancário. Há muito mais pobres honestos do que outros tantos e tantos metidos a sebo, com dinheiro no bolso… Quando pedimos conselhos, consciente ou inconscientemente, estamos esperando aprovação. Melhor é seguir a intuição, um conhecimento genuíno, natural, que nos faz saber do correto e do incorreto sem que nos tenham ensinado isso. O melhor modo de pedir conselhos é ler, estudar, saber, conhecer da sabedoria histórica da humanidade… Vamos aprender com os exemplos, tombos e realizações positivas de pessoas que nos antecederam. Mas, insisto, todos sabemos do certo e do errado antes de agir. Volto à vida familiar. Não tem cabimento, por exemplo, ter entrado no cotidiano da nossa atual vida social uma palavra que precisei ir ao dicionário para saber do significado dela: Vicaricídio. Esse crime é cometido pelo companheiro de uma mulher, ele mata ou um filho dela ou um parente, tudo para fazê-la sofrer. Agradeço ao Senhor não ser policial… Um cara desses iria se arrepender “para sempre” por ter nascido. A questão básica é esta: todos nos revelamos por todos os poros, pedir conselhos para evitar erros é falsa ingenuidade, ou buscar um apoio para algo errado… Todas as respostas morais estão dentro de nós.

GRÁTIS

Muita gente espera por aulas gratuitas e não se dá conta de que essas aulas nos estão sendo oferecidas a todos, diariamente. São as aulas da vida, 24hs, todo santo dia. As pessoas sensíveis sabem disso e aprendem com as aulas que a vida nos passa. Já os “repetentes” não se dão conta dessas aulas e se repetem nos erros. Ou aprendemos ou vamos nos repetir, reprovados, até cansar, quando, bah, já será tarde demais.

PASSEIOS

Saio para “passeios” quase que diariamente, um cafezinho aqui, outro ali, mas… O de que gosto mesmo é de ouvir pessoas. De modo quase generalizado, todos suspirando, não vendo o sol pela frente, pelo contrário, vendo nuvens pesadas no horizonte. Nesses momentos, costumo lembrar aos amigos que ficar esperando por dias melhores a partir dos outros é ingenuidade imperdoável. Ou nós fazemos o nosso dia a dia e o nosso futuro ou tiremos o cavalinho da chuva. Acordem, amigos! Acordem enquanto é cedo…

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FALTA DIZER

Monges indianos dizem uma obviedade constrangedora, porém… Poucos acreditam nela. Eles dizem que – “Podemos nos curar com a nossa própria força do pensamento; usando a autossugestão com toda fé, acreditando que estamos nos curando ou até que já estamos curados”. Verdade milenar da Psicologia, mas… Para a fé de bem poucos…

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 35 anos de atuação.