As obviedades ofendem, as verdades muito óbvias costumamos mandar longe, não as queremos aceitar. E há uma razão robusta para essa rejeição: é que a verdade óbvia faz-nos pensar nas nossas leviandades. Estou cansado de dizer que vivemos correndo atrás do vento, uma corrida inútil, como, por exemplo, querer o passado de volta. Sim, todos tivemos bons momentos no passado, só que esse passado se foi, não volta mais. Viver em paz e feliz depende de nós. Depende do desapego ao passado e de não criarmos fantasmagoricamente perigos, medos, no futuro. Viver em paz, dar-se por feliz com o que temos, ainda que continuemos lutando por várias conquistas, é o caminho de viver bem. O cara está bem casado, mas continua a tentar conquistas “fraudulentas” fora do casamento… Já um outro não reconhece o significado de estar trabalhando para uma determinada empresa, esse vínculo com a empresa significa pertencimento, competência, virtudes, enfim, que justificam o contrato com a empresa… Não, nada disso importa para a maioria. E dessa insatisfação estúpida resultam os transtornos emocionais mais comuns. Nosso corpo envelhece, muito mais por fora do que por dentro, mas… Esse envelhecimento é altamente psicológico e depende, outra vez, só de nós. O corpo envelhece, tudo bem, ninguém escapa, mas a cabeça não envelhece se… Não a deixarmos envelhecer. Quem tem consciência de que a vida só existe no “aqui e agora” envelhece menos ou nem envelhece, afinal, o passado ficou para trás e o futuro continua a ser construído no momento presente, desde, é claro, que tenhamos um propósito, uma causa por que lutar. As pessoas hoje andam muito cansadas, emocionalmente chateadas, mas se você for ouvi-las não há um problema que justifique esse “desbotamento” diante da vida. É um somatório de entretenimentos, de informações, de comparações até mesmo inconscientes, frustrações por não ter mais sem precisar de mais… Esta semana falei com um casal de conhecidos, ele e ela foram “incontroláveis” festeiros quando jovens, faixa dos 40, 50, 60 anos, mas… Agora andam num desespero de abandono, os filhos “voaram” para longe, não vão voltar e o casal está na faixa dos 80, solitários, um deles bem doente. E agora? Pouco ou nada foi pensado quando eram “jovens”, e agora, qual vai ser a saída? A paz e a tranquilidade são plantios ao longo da vida…
NOMES
No rádio as pessoas constroem uma carreira, um prestígio através do nome. Na televisão é pelo rosto, fundamentalmente. Em muitas rádios do Brasil, e muitíssimas em Santa Catarina, é uma danação o que se ouve no rádio. Juliana é “Ju”, Roberto é “Bob”. Carlos é Carlitos, Mariana é “Ana”, Rafaela é “Rafa” e assim vai… Quer dizer, os profissionais assim chamados vão ficar no escuro. Rádio, amigos, é som, é nome, é repetição, é pronúncia clara, educada e não fuleragens… Alguém tem que “dirigir” a moçada…
BELEZA
Pessoas desnorteadas procuram por todos os modos ficar mais bonitas, pensam que beleza paga contas… A beleza que nunca se esvai, a que sempre cresce e que produz vínculos e admirações eternas é a beleza de dentro. Beleza dos valores, da fala, dos comportamentos, enfim. E quem não pode ter essa beleza? Nem digo…
FALTA DIZER
Quem tiver tempo ou duvidar pode fazer a pesquisa, pago um cafezinho se eu perder… A aposta se assenta sobre o que terá mais audiência nas tevês: jogos da Seleção ou debates políticos? Aposto os cinco dedos que a Seleção vai ter mais audiência. Depois vão se queixar da tosse? Semeadura tem “sinônimo”: colheita…