Andréa Leonora CNR-SC/ADI-SC/Central de Diários Florianópolis - Por enquanto, 24 órgãos públicos, instituições e entidades compõem o Pacto pela Inovação. Por enquanto. É que o objetivo é manter um trabalho permanente e dinâmico na atração de novos parceiros que possam contribuir para elevar Santa Catarina do status de referência em inovação, que já detém, para o de excelência. A organização desse grupo começou há pouco mais de seis meses e o lançamento do Movimento Pacto pela Inovação Santa Catarina será lançado na próxima semana, dias 30 e 31, em Florianópolis, com um público já confirmado de mais de 300 pessoas (acesse a programação completa no link goo.gl/2Ub3e1). O diretor de Desenvolvimento de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Jean Carlo Vogel, explicou que, hoje, Santa Catarina é como um time de futebol que reúne excelentes craques em todas as posições. Porém, esses jogadores raramente atuam juntos. “Nosso estado tem posição reconhecida nacionalmente em inovação e entidades que fazem muito em todas as regiões. Já temos um grande time. O desafio é jogar ainda melhor para promover Ciência, Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo e Educação, os cinco eixos estratégicos e prioritários no mundo.” A meta é organizar o ecossistema que engloba todas essas áreas em busca de resultados que só devem aparecer em médio e longo prazo. Por isso mesmo o trabalho precisa começar logo. Ainda usando a analogia do futebol, Vogel disse que é preciso promover o entrosamento entre todos os craques, que hoje interagem apenas eventualmente. Além disso, ele defende que, se Santa Catarina quer crescer, deve mudar a régua de comparação, não mais limitada ao Brasil, mas abrangente ao mundo, especialmente aos países mais desenvolvidos. Só assim para fazer com que o mundo perceba o potencial do estado nas áreas que estão mudando os paradigmas econômicos do planeta. Vogel acredita que, atualmente, Santa Catarina é o único estado do país que reúne tão boas condições para esse salto. A proposta é, então, criar um fórum permanente de debates para a execução de ações cada vez mais coordenadas. “É um discurso ousado, mas as grandes mudanças do mundo partiram da ousadia. Já fizemos a conversa com todos os principais ‘jogadores’. A receptividade é excelente e imediata”, conta o diretor. As organizações pactuadas até agora são o Sistema Federação das Indústrias (Fiesc, formado por SESI, Senai, IEL, Observatório da Indústria), as associações catarinenses das Fundações Educacionais (Acafe) e de Empresas de Tecnologia (Acate), universidades públicas (UFSC e Udesc), Instituto Federal (IFSC), Centro de Automação e Informática (Ciasc), Celesc, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) , Fundação Certi, Consórcio de Informática na Gestão Pública Municipal (CIGA), Rede Catarinense de Inovação (Recepeti), Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Associação Internacional de Parques Tecnológicos e Áreas de Inovação (IASP), Espaço de Aprendizagem em Governo (Wegov/Hubgov), VIA Estação Conhecimento, da UFSC, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, e a própria SDS. Muro de Berlim Todo o esforço é para, como diz o secretário da SDS, Carlos Chiodini, derrubar o “Muro de Berlim” que existe entre a academia e o setor produtivo. Um muro invisível e resistente. “Dentro das universidades tem um volume absurdo de conhecimento sendo produzido, mas grande parte desse conhecimento não é absorvida pelo mercado e não chega à sociedade. Falta um canal de diálogo. É preciso derrubar esse muro para ampliar sobremaneira nossos potenciais”, resume o diretor da SDS. Um dos caminhos para o entendimento entre quem estuda e pesquisa com quem produz e vende está nos 13 Centros de Inovação que estão sendo implantados nas diferentes regiões catarinenses. O de Lages já está funcionando, ainda em fase de atração de empresas. Os de Jaraguá do Sul, Chapecó e Itajaí devem ser inaugurados ainda no primeiro semestre de 2018. Já estão em obras também os de Blumenau, Brusque, Tubarão, São Bento do Sul e Joaçaba. E ainda serão licitados os de Florianópolis, Criciúma, Joinville e Rio do Sul. “Estamos falando de mudar a matriz econômica de Santa Catarina. De continuar vendendo máquinas, carnes e têxteis, sim, mas de também vender inteligência. E isso começa pela educação”, ensina Vogel. Ele completa: “Hoje, Santa Catarina é o único estado que está construindo centros de inovação, no país e na América. Talvez até no mundo! São 13 estruturas planejadas para fomentar a nova economia.”