Frase muito repetida: – “Ganho pouco, não consigo pagar minhas contas e vivo numa ansiedade permanente”! Você já ouviu alguém dizer isso? Aposto que sim. Essa frase se mistura a outra, a que diz: “Afastamentos por burnout disparam e gastos com auxílios pressionam a Previdência”. Burnout é frase “importada” dos Estados Unidos (coisa típica de povos pequenos) que significa exaustão resultante do trabalho. Santo Deus, quantas vezes já falei disso aqui… Mas como deixar de falar se muitos não acordam para suas responsabilidades. Iniciar-se num trabalho é como casar, não pode ser um ato impulsivo, sem prévias reflexões. Essa história do – “Ah, eu estava sem trabalho e peguei o que apareceu”. Quem diz isso não se respeita e menos ainda vai respeitar o trabalho. Livres para escolher o trabalho, temos que pensar no que gostamos e, semelhante ao casamento, não esquecer que essa aliança não nos pode abater, tipo um burnout existencial. – Ah, mas eu preciso de dinheiro! É o que muitos dizem. Todos precisamos de dinheiro e ninguém precisa casar ou de um casamento. São decisões pessoais e que devem resultam de uma cabeça arejada. As pessoas, mais das vezes, se dão mal no trabalho porque não fazem o de que gostam e só visam ao pagamento, dia do salário. Pessoa infeliz, mas de uma infelicidade pessoal, gerada por ela própria. Se quisermos poder na vida, por que não criar esse poder, não crescer, não subir na escada da vida? Poder ninguém nos dá, poder nós criamos e, fique claro, só há um poder: o poder pessoal, da cabeça, da mente da pessoa. Só aí pode estar o eventual poder de alguém. Ler, aprender, buscar mais conhecimentos e de modo continuado, elevar-se no mercado humano pela força mental, cognitiva, pelo saber, enfim, só desse modo poderemos ter poder na vida. O mais é poder delegado, repassado pela sociedade aos que não têm, por dentro, os verdadeiros poderes do saber. Somos absolutamente livres para ser e crescer. O mais é jogatina dos fracos, desculpas criadas para, antes de tudo, enganar-se a pessoa com conversas fiadas a ela mesma. Façamos o salário, o prazer no trabalho e a felicidade no casamento. Tudo depende só de nós, só.
PARADOXO
Muitos pais vão com tudo para cima de professores que “ousam” chamar a atenção de jovens baderneiros em sala de aula, não admitem que os professores façam na escola o que eles, pais, não fazem em casa e deviam fazer, mas… Esses pais admitem aulas de religião nas escolas. Aulas de religião para jovens é coisa do passado, de um passado que condicionava os jovens ao medo e ao “fogo eterno”, quando fogo eterno é o espírito bandido… O que mais há por aí.
ESPERANDO
Sim, já busquei uma cadeira para esperar sentado. Esperar o quê? Esperar por um candidato às próximas eleições que registre em cartório a sua promessa de salário mínimo de R$ 10.000,00 para os professores. Professores ganham um vexame de salário, não sabem o que significa a palavra “penduricalhos” e são os verdadeiros heróis da pátria. Até quando, “mentirosos de campanhas”, vocês vão enganar o povo? Até o povo acordar. Não brinquem!
FALTA DIZER
Se a partir de agora e até às eleições o povo desse prioridade a ler jornais e ouvir notícias no rádio e na tevê, duvido que não mudasse a História do Brasil. Pessoas bem-informadas e desapegadas dos nauseabundos esquerda ou direita podem mudar as suas e as nossas vidas. Mas… Desejo inútil.