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Olho no calendário

Por: Claudio Prisco Paraíso

13/01/2026 - 07:01

Já estamos nos aproximando da segunda quinzena de janeiro. Fevereiro é mês de Carnaval.
A partir daí, é contagem literalmente regressiva para o início da pré-campanha, que se dará com o fim do prazo da janela partidária, a qual coincidirá com o prazo fatal das desincompatibilizações, especialmente daqueles governadores e prefeitos que vão bater em retirada para enfrentar as eleições.

Ratinho Júnior, que já está no segundo mandato, assim como Ronaldo Caiado, do Paraná e de Goiás, necessariamente vão renunciar, porque, se não concorrerem à Presidência, disputarão o Senado da República. Romeu Zema, igualmente, em Minas Gerais.

Agora, o mesmo não se aplica a Tarcísio de Freitas. Ele está no primeiro mandato. Se não renunciar, é porque será candidato à reeleição.

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Projeção

Então, a definição terá como prazo definitivo o dia 4 de abril para o governador paulista. Ele vai à cabeça com Flávio Bolsonaro de vice ou Michelle Bolsonaro, ou vai mesmo à reeleição?

A partir do dia 5 de abril, inicia-se oficialmente o período de pré-campanha, que vai até 5 de agosto. Prazo fatal.

Vejam que estamos diante de vários marcos definitivos, sobretudo para as convenções homologatórias das candidaturas, sejam proporcionais ou majoritárias.

Período de bastidores

De modo que teremos, de 5 de abril até maio, junho, julho e agosto, quatro meses de pré-campanha. Depois disso, aproximadamente um mês e meio de campanha propriamente eleitoral, quase dois meses, já que a eleição está marcada para 5 de outubro, no primeiro turno.

Caminho

Jorginho Mello está no primeiro mandato e é candidato natural à reeleição.
Não se trata, portanto, de desincompatibilização. Essa, sim, alcança os prefeitos lembrados para uma eventual participação majoritária, ambos em segundo mandato.

Dois nomes

Adriano Silva, reeleito com quase 80% dos votos em Joinville, maior cidade catarinense tanto no contexto econômico quanto populacional e eleitoral.

Assim como João Rodrigues, reconduzido com mais de 80% em Chapecó, Capital do Oeste.

Vão renunciar ou não? Adriano, é pouco provável.

De cima

Somente com Romeu Zema candidato à Presidência é que o joinvilense partiria para um desafio dessa envergadura — o que é improvável.

O mineiro é o nome dos sonhos para compor como vice de todos aqueles que eventualmente homologarem uma candidatura à Presidência da República, seja Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado ou Ratinho Júnior.

Patinando

Essa é a grande verdade. Do outro lado, João Rodrigues, do PSD. Partido que torce o nariz para o seu projeto, que não saiu do chão até hoje.

O falastrão do Oeste é candidato há praticamente dois anos e continua patinando. Não tem envergadura, não tem embocadura para uma candidatura majoritária.

Não tem tamanho. Essa é a realidade. Nem sob o aspecto intelectual, nem sob o aspecto ético.

Tendência

Mas a tendência é que ele renuncie. Por quê?
Não concorrendo ao governo, na medida em que existe a possibilidade de o PSD acertar os ponteiros e apoiar a reeleição de Jorginho Mello, João Rodrigues acabará candidato a deputado federal.

Está no quarto mandato como prefeito, é bem verdade.

Histórico

E só completou o primeiro lá atrás. No segundo, ficou um ano e pouco. Agora completou o terceiro, mas já quer desembarcar após pouco mais de um ano no quarto.

Somando tudo, na prática, são dois mandatos e meio como prefeito.

Certamente, não tem mais elã para ser prefeito. Tanto é assim que começam a surgir muitas reclamações em relação à gestão em Chapecó.

Sobra

Na pior das hipóteses, Rodrigues é candidato a deputado federal. E se elege bem, sem dúvida nenhuma.
Com grandes perspectivas não só de eleição, como também de puxar mais um deputado federal pelo PSD.

2026 chegou!

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