Há uma pergunta que o Vale do Itapocu precisa fazer antes da eleição: queremos eleger alguém da região ou apenas votar em quem aparece mais?
A pergunta não é menor. Uma vaga na Câmara dos Deputados ou na Alesc representa poder de decisão, recursos e capacidade de influência em Brasília. Mas nenhum desses argumentos garante uma eleição. O que elege deputado é voto. E, numa eleição estadual, voto precisa ser buscado município por município, região por região.
Os números da eleição passada dão uma pista. Em 2022, candidatos de fora da região que ficaram entre os mais votados para deputado federal em Jaraguá do Sul somaram 22.846 votos. Foram milhares de eleitores que escolheram nomes sem ligação direta com o município. É uma demonstração de que a preferência regional não é automática.
O eleitor precisa fazer a escolha
Jaraguá e os municípios da Amvali têm peso econômico e eleitoral. Mas esse peso só se transforma em representação quando existe concentração de votos. Se cada eleitor escolher um candidato diferente, a região pode ter muitos candidatos fortes e, no fim, nenhum deputado.
Não se trata de dizer ao eleitor em quem votar. Trata-se de lembrar que toda escolha tem consequência. O voto em um candidato de fora não é errado. Assim como não existe obrigação de votar em alguém apenas porque nasceu ou vive na região. Mas é preciso saber que, quando os votos se dispersam, também se dispersa a possibilidade de representação regional.
Em outubro, as urnas não vão medir apenas a força dos candidatos. Vão revelar uma escolha coletiva. O Vale do Itapocu quer ter voz em Brasília ou prefere continuar emprestando seus votos a quem vem buscá-los daqui?
Zema passa por Joinville e destaca modelo de educação
Em meio à corrida presidencial, Romeu Zema (Novo) esteve em Joinville nesta terça-feira (1º) para uma agenda que combinou educação e aproximação com o setor empresarial. O candidato participou da abertura da Semana da Pátria, visitou uma escola de destaque no Ideb e encerrou a passagem pela cidade em encontro com empresários.
Santa Catarina fica atrás em emendas para a saúde
Santa Catarina recebeu R$ 39,60 por habitante em emendas parlamentares pagas em 2024 para atendimento especializado em saúde, bem abaixo de estados como Amapá (R$ 262), Roraima (R$ 163) e Alagoas (R$ 161). Os números mostram uma forte desigualdade na distribuição dos recursos e reforçam a importância da representação catarinense em Brasília na busca por mais investimentos para o Estado.