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O tabuleiro do futuro: já se pensa em 2030

Por: Claudio Prisco Paraíso

22/07/2026 - 06:07

Estamos caminhando rumo a 4 de outubro, com as eleições majoritárias e proporcionais de 2026 no horizonte imediato. Mas quem olha para o jogo com visão estratégica já vislumbra 2030. E o cenário daqui a quatro anos necessariamente passa por quem terá inserção estadual neste pleito. Vale a pena projetar.

Fora do baralho

Comecemos por Jorginho Mello. Reeleito ou não, é carta fora do baralho na disputa pelo governo em 2030. Uma vez reconduzido, torna-se candidato natural ao Senado, na vaga única que se abre naquele ano. O caminho está traçado.

Esquerda sem chance

Gelson Merísio, convenhamos, tem perspectivas mínimas neste pleito. Assim como Décio Lima, que numa eventualidade de se eleger ao Senado, vai bater na trave em 2030, porque candidato do PT ou da esquerda ao governo de Santa Catarina não se cria. Nunca foi eleito. E tudo leva a crer que não será, considerando a clara e consistente tendência do eleitorado catarinense à direita.

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Esperidião encerra ciclo

Esperidião Amin, reeleito, completa em dezembro 79 anos e mais um mandato de oito anos no Senado. É definitivamente o derradeiro. O político de carreira mais longeva do estado encerra um ciclo.

Lunelli, a aposta do MDB

Antídio Lunelli, dobrando com Amin, seria sem dúvida um nome natural para concorrer ao governo pelo MDB em 2030, caso se eleja senador. Já tentou em 2022 e foi barrado. O MDB optou por Udo Döhler como vice do então governador Carlos Moisés e deu no que deu. O partido ficou sem eira nem beira, mais uma vez como coadjuvante. Agora com Carlos Chiodini de vice e Lunelli no Senado, eis a única alternativa MDBista para 2030.

PL projeta dois nomes

Os dois candidatos ao Senado pelo PL, Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, eleitos, são nomes naturais para 2030. Assim como Adriano Silva(Novo), que uma vez com Jorginho Mello reeleito assume o governo, com dois mandatos de prefeito de Joinville no currículo, e pode buscar a reeleição em 2030.

Carluxo pode se animar

Carlos Bolsonaro veio a Santa Catarina para se posicionar no Senado, na expectativa de combater o Supremo em nome do pai preso. Isso é o que se coloca hoje. Mas depois de quatro anos como senador, já superada a pecha de forasteiro e aventureiro, pode naturalmente se animar com uma candidatura ao governo. O nome, porém, muito mais natural seria Carol De Toni: catarinense da gema, duas vezes deputada federal, uma vez eleita senadora, e ainda na condição de mulher. Seria um nome de peso para liderar o campo conservador em 2030.

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