O poder é nosso. Não, não vou falar de política, o poder de que falo é o nosso poder sobre nós mesmos. Todos temos ranços existenciais, todos, ninguém se salva, nem o Papa. E de onde vêm esses ranços, neuroses, medos, inseguranças ou mesmo falsas prepotências? Vem do “período de molde”, um período que começa ao nascermos e vai até, mais ou menos, aos seis anos. Nesse tempo não temos defesas, o que vemos e ouvimos internalizamos. E é desse período que mais tarde vamos gemer tropeços e incômodos emocionais de todos os tipos. Acabei de ler uma entrevista de um psicanalista, no portal Metrópoles, e o cidadão disse uma sacrossanta verdade, esta: – “A psicanálise não te faz melhor, faz você ser você”. Vou abrir um pouco mais a janela dessa frase. Quando sabemos de onde vêm ou vieram nossos ranços emocionais hoje vividos, temos duas possibilidades: continuar como somos ou mudar a rota dos nossos pensamentos e ações. Liberdade nossa, sempre nossa e para tudo. E que não me venha alguém, fazendo-se de “vítima”, dizer que faz o que faz porque é constrangido ou obrigada por esta ou aquela pessoa. Mesmo que alguém nos empurre contra a parede das ameaças ainda assim somos livres para aceitar ou rejeitar… O que nos muda são nossas ações. Psicoterapias nos levam, quando nos levam, ao aprendizado das razões dos nossos comportamentos. Psicoterapias não nos curam, abrem-nos janelas na cabeça, isso sim, para que fiquemos a saber das razões básicas das nossas neuroses. Há quem pense que fazendo uma psicoterapia vai viver no paraíso, sem insônias nem sobressaltos emocionais. Saber, só saber, de nada adianta se não arregaçarmos as mangas para as mudanças de que precisamos. Nem dinheiro nos vai mudar a vida, a vida por dentro, se nós mesmos não fizermos essa mudança. E acho isso magnífico, de outro jeito ficaríamos a depender de questões externas para sermos felizes. Negativo. O grãozinho da felicidade está sempre dentro de nós… Aliás, já foram feitas incontáveis pesquisas com “fiéis” que vivem dentro de igrejas, religiosos gravemente infelizes, mas… Iludem-se com mãos postas e beiços rezando. No fundo dessas “almas” não há fé, se houvesse não precisariam de igrejas, saberiam que os milagres estão em nossas ações, na melhor das fés, a fé em nós mesmos. O telefone está tocado…
CAVALINHOS
O “Fantástico” da Globo é um noticiário de primeira linha, uma produção para pessoas bem-informadas, “adultas” mesmo, mas… Na hora do esporte, quando, por exemplo, vão dar a classificação dos clubes num determinado campeonato, a ilustração é feita com cavalinhos bem infantis. Por quê? Penso que para os homens se entreterem e entenderem a classificação, um cavalinho atrás do outro… E esses “homens” votam… Quem sabe, levar os cavalinhos para a eleição, na hora de votar…
CULPA
E de quem é a culpa? Delas. Quando não se reage diante de uma ofensiva provocação a culpa é nossa. Manchete nacional: – “Eleição de 2026 será a primeira neste século sem mulheres em chapa presidencial competitiva”. Mulheres são maioria eleitoral, elas elegem quem elas quiserem… Isso se quisessem, mas… votam, maioria, pelo cabresto do marido, pai, avô, filho e raramente por elas mesmas. Chega de cabrestos, mulheres!
FALTA DIZER
Pessoas andam pela vida num descuido suicida com a própria vida. Depois vêm aquelas notícias infundadas: – “Fulano, morreu repentinamente”. Reencontrei há pouco uma frase do livro “Pílulas para Prolongar a Juventude”, do médico Fernando Lucchese. Diz assim: – “Levamos anos construindo nosso infarto”. Sem comentários.