É bem desagradável aceitarmos que o culpado das nossas inquietações, frustrações, incômodos emocionais, quase sempre, é culpa nossa. O bom é termos alguém a quem apontar o dedo, isso nos alivia, tira-nos o fardo de termos que nos aceitar culpados de nós mesmos… Há muitos anos, tenho em meus arquivos histórias, pesquisas que nos fazem parar e pensar. Uma delas, por exemplo, feita por americanos, descobriu que não há suicídios entre moradores de rua. Pô, os caras não têm nada, não têm casa, família, dinheiro, amigos “graúdos”, não dispõem, enfim, de possíveis socorros a que possam recorrer, porém… Não querem saber de morrer. Muito mais ricos do que pobres se matam. Não é estranho? E sabendo disso, a coceira nos incomoda… Por que, nós, com tudo ao dispor, vivemos gemendo dores artificiais e olhando o tempo todo para os vazios nas nossas vidas? Cada um de nós tem suas origens, histórias, vivências de todo tipo, especialmente as familiares, mas… Isso não explica o nosso modo de viver. As vezes fico pensando, quais serão os desejos de alguém muito rico… Que desejos? Frequentemente lembro do sujeito mais rico do mundo – Elon Musk – naturalizado americano, mas nascido na África do Sul. Esse sujeito tem no banco mais ou menos 793 bilhões de dólares. Se fossem 793 bilhões de reais já seria uma loucura, mas tem o dinheiro dele em dólares. Será que ele deita e dorme? Claro que não. Então, fique claro, nossa vida, felicidade ou infelicidade vem dos pensamentos, vem de como nos vemos no nosso espelho interior, o espelho da verdade. Depois de uma certa idade, do início de um envelhecimento que não mais pode ser escondido com disfarces, chega-nos a consciência do ponto final. Um ponto inevitável, o ponto que iguala a todos, tenhamos a conta bancária que tivermos. E aí, nesse momento da vida, queiramos ou não nos cai na consciência de que o dinheiro não é tudo, ou mesmo que não é nada diante das nossas inquietações. Desprendimento, minimalismo existencial, amigos, um propósito inesgotável que nos tire da cama pela manhã saudáveis e bem dispostos e consciência do aqui e agora é o traçado para uma vida sem as inquietações maiores. Tudo depende só de nós, o mais é desculpa.
IGNORÂNCIA
A ignorância não tem fronteiras, ela é parte da condição humana. Acabei de ler num jornal de Porto Alegre sobre a obtusidade de incontáveis gaúchos diante das vacinas. A manchete da notícia diz – “A intrigante hesitação vacinal”. Vacina é sinônimo de vida, ignorar essa verdade pode custar a vida da pessoa desinformada. Se for uma pessoa adulta, problema dela, mas e se a ignorância cair sobre os filhos, crianças indefesas? Os “sofredores” vão depois se queixar da saúde pública?
ESTRADA
A única estrada que não tem fim é a estrada do crescimento pessoal. E os pais têm que dizer aos filhos, crianças. Sem essa de conseguir um diploma ou um bom trabalho e bater as mãos, deu… Não, não deu. O crescimento pessoal constate evita o precoce envelhecimento e produz uma energia especial em nossas vidas. A estrada do crescimento pessoal está sempre em construção. Fora disso é tedio e queda livre…
FALTA DIZER
Uma pergunta que se repete, e este ano mais do que nunca: – Por que as mulheres são minoria no poder? Por quê? Porque elas não buscam esse poder idiota dos “poderes” dos homens fracos. E a outra razão é porque as mulheres não são unidas. Mas o poder é delas, é só querer.