O PIB e o peso político em SC – Claudio Prisco Paraíso

Por: Claudio Prisco Paraíso

16/03/2024 - 06:03

 

Como todos sabemos, o ano é tipicamente eleitoral. Santa Catarina, com seus 295 municípios, terá uma eleição eletrizante. Já abordamos aqui que nos centros urbanos, nos maiores colégios eleitorais, a tendência é de uma relativa nacionalização do pleito. Tendência em viés de alta.
Especialmente se o senador Jorge Seif Júnior (PL) vier a ser cassado pelo TSE e a eleição suplementar para a escolha do novo representante catarinense na Câmara Alta ocorrer paralelamente ao embate municipal.
E agora temos os números oficiais do PIB dos principais municípios catarinenses.
O ranking é relativo ao exercício de 2021. Esses dados sempre são apurados e levam um pouco mais de tempo para se ter a compreensão da força econômica de cada cidade.
Talvez por isso Itajaí, que está com o porto fechado para contêineres há mais de um ano, aparece à frente de Joinville, o maior município catarinense.

 

Porte

Itajaí tem R$ 47,7 bilhões de PIB. A cidade aparece nos calcanhares com R$ 45 bilhões. Mas, considerando-se essa situação do Porto, muito provavelmente no levantamento de 2022, Joinville já terá reassumido a liderança.

 

Outro patamar

Florianópolis, a terceira economia do estado, tem um PIB de menos da metade de Itajaí: R$ 23,5 bilhões.

 

Quarteto

Depois vem Blumenau com R$ 20,5 bilhões. Equilíbrio entre quinto e sexto lugares: São José e Chapecó. Na sequência aparecem Jaraguá do Sul, Criciúma, Brusque e, em décimo lugar, está São Francisco do Sul. Não é coincidência. São Chico também é uma cidade portuária.

 

Top 15

Palhoça (11), Araquari (12), grandes investimentos com a chegada da BMW, e depois temos Balneário Camboriú, Lages e Navegantes (15). Ali é a cidade da Portonave.

 

Potência

Ou seja, o ranking deixa muito claro como um terminal portuário influencia, para cima, o desempenho das cidades na contagem da riqueza catarinense. Esses seriam os 15 principais municípios relativamente ao PIB. Após surgem outras cidades que sempre foram colocadas entre as principais potências políticas, mas que não estão no topo da economia.

 

História

Pela sequência, a partir do Décimo Sexto lugar surgem Tubarão, Caçador, São Bento do Sul, Concórdia, Gaspar, Rio do Sul, Indaial, Içara, Videira e Itapema.

 

Dados cruzados

Portanto, com esse retrato econômico e considerando-se o potencial político do contingente eleitoral, nós teremos este ano uma eleição em SC que será determinante para já sinalizar as perspectivas eleitorais do pleito estadual de 2026.