O negócio é plantar milho

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Por: OCP News Jaraguá do Sul

terça-feira, 04:00 - 20/09/2016

OCP News Jaraguá do Sul
plantac3a7c3a3o-de-milho Na contramão da tendência histórica, a área plantada com milho em Santa Catarina deve aumentar na próxima safra, chegando a 374,5 mil hectares e uma produção de 2,9 milhões de toneladas. O aumento na área plantada deve-se, principalmente, ao preço elevado do grão na safra 2015/16, o que estimulou os produtores. A estimativa é da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri), que lançam relatório com a previsão para safra 2016/17 amanhã, em Florianópolis. A expectativa inicial é de que a área plantada de milho no estado seja 1,57% maior do que na última safra, ou seja, 5.778 hectares a mais de milho grão plantado. Para o milho silagem também é esperado crescimento da área em 1,83%, alcançando a marca de 211 mil hectares. Em 15 anos esta é a primeira safra que se verifica um aumento na área plantada de milho em SC, nos últimos anos a diminuição na área de milho foi de quase 8%. linha azul Governo apoia terceirizações A decisão do governo federal de adiar a reforma trabalhista para o segundo semestre de 2017 veio diante da constatação de que mexer em tema tão polêmico este ano poderia gerar um desgaste político ainda maior e criar embaraços à tramitação dos dois projetos considerados relevantes para o ajuste fiscal, que são a fixação do teto para os gastos públicos e a reforma da Previdência. Mas o governo pretende apoiar o projeto da terceirização, já em tramitação no Senado. E acredita que a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que legalizou a jornada de 12 horas para os bombeiros, dará mais segurança jurídica aos empregadores abrindo jurisprudência. linha azul Ex-funcionários da Vasp recebem A Justiça do Trabalho vai distribuir R$ 70 milhões para cerca de 1.900 ex-funcionários da companhia aérea Vasp, falida desde 2008 e considerada a maior devedora trabalhista do país. O pagamento começou a ser liberado ontem durante a 6ª Semana Nacional de Execução Trabalhista, promovida pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). linha azul Aumenta procura por aposentadoria As mudanças nas regras da Previdência Social, no ano passado, e o debate sobre uma ampla reforma que será levada ao Congresso pelo presidente Michel Temer (PMDB) estão levando muitas pessoas a buscar garantir suas aposentadorias. De janeiro a agosto deste ano, foram 1,710 milhão de solicitações de aposentadoria no INSS, um salto de 7,9% frente a igual período de 2015. A alta observada no número de benefícios efetivamente concedidos foi ainda maior: de 25,7%, com 876.799 aposentadorias concedidas nos primeiros oito meses do ano, após cinco anos de variações bem menos intensas na concessão. linha azul PIB tem retração O nível de atividade da economia brasileira registrou contração em julho deste ano, primeiro mês do terceiro trimestre, segundo números divulgados ontem pelo Banco Central. O resultado veio após o tombo de 0,6% de abril a junho, no que foi o sexto trimestre seguido de “encolhimento” da economia. O chamado Índice de Atividade Econômica teve queda de 0,09% em julho, na comparação com junho. linha azul O pior ano do emprego A Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) com os resultados de 2015 confirmou que o ano passado foi o pior de todo o histórico da evolução do saldo de empregos formais, com início em 1985. Pela primeira vez em 23 anos, o saldo foi negativo, de 1,51 milhão de empregos, antes um número positivo de 623 mil em 2014. O último dado negativo foi registrado em 1992. O número total de empregos formais caiu de 49,572 milhões em 2014 para 48.061 milhões em 2015, abaixo até do registrado em 2013, de 48.948 milhões. Quem mais puxou a queda do número de empregos foi a indústria de transformação, com 604 mil vagas a menos. A exceção foram os empregos na agropecuária, com 20.898 novas vagas. linha azul professor vitor Incubadoras e aceleradoras As incubadoras de empresas tiveram seu auge a partir da década de 90, como resultado de parcerias público-privadas, que delimitavam a sua capacidade empreendedora dentro de um limite específico de atuação. Atualmente, começa a ser difundida uma nova vertente de gerenciamento de negócios no campo do empreendedorismo, já que se estima haver soluções alternativas de incubação para apoiar empresas nascentes, justamente porque empreendimentos com estágios e objetivos diferentes precisam de apoio em moldes também diferentes. Na maioria dos casos, as incubadoras apoiam o desenvolvimento de pequenas empresas de acordo com alguma diretiva governamental ou regional. Por exemplo, incentivar projetos que se ajustem a matriz econômica predominante na região, como a metalmecânica, devido à proximidade com empresas que atuam na área, ou fomentar a indústria de telecomunicações ou tecnologias da informação em uma região que precisa de expansão nesse setor. As aceleradoras, por outro lado, são pensadas com parâmetros diferentes, em que o foco principal não é em função de uma necessidade prévia, e sim em atividades direcionadas para empresas que possuam um potencial de rápido crescimento, resultado de startups escaláveis e não apenas no sucesso futuro das mesmas. As incubadoras dependem de verba pública para operacionalizar a sua equipe de gestão, e possuem um processo criterioso no estudo dos planos de negócios, usando a formalidade e transparência na avaliação dos projetos. As aceleradoras apostam somente numa boa ideia, resultado do olho clínico do investidor âncora. Nesse caso, para ser mais explícito, as aceleradoras são lideradas por empreendedores ou investidores experientes, enquanto incubadoras têm gestores com experiência em mediar o poder público, as universidades e empresas. Tal configuração é resultado de uma diferença em termos de recursos, já que as aceleradoras utilizam capital privado para seu próprio financiamento, enquanto as incubadoras se sustentam através da disponibilidade de verbas públicas – via convênios ou editais – para si próprias como também para suas empresas incubadas. No seu ambiente interno, as incubadoras possuem um modelo tradicional de consultores, que desempenham suas funções vinculados a parcerias estabelecidas com associações do âmbito empresarial, geralmente gratuitas. Diferentemente das aceleradoras, que são apoiadas por sessões de mentoring, em palestras ou conversas pessoais entre empreendedor e mentor, que é, em todo caso, o responsável direito dos investimentos da empresa em processo de aceleração.
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