A dor que dói, aquela que está aí há anos. Dói a coluna, dói o quadril, dói o joelho, dói a cabeça, dói o pescoço, dói o ombro, dói tudo, dói o coração, dói a alma. Tem protusão, tem degeneração, tem desgaste, tem tensão, tem emoção, tem exame, não tem nada.
A dor que persiste, a dor que existe e ninguém acredita. A dor que limita e que dificulta, que torna incapaz, que traz mau humor, a ansiedade e o desespero. A dor que sente e se faz presente.
A dor que não pode agachar, que não pode sentar, que não pode rodar, que não pode dobrar e que não pode dançar. A dor que não pode nada. Só pode repousar. Há o repouso, o grande inimigo. Mas ficar em pé força o joelho, ficar sentado estraga a coluna, não pode andar, então vamos rastejar.
Vamos levitar e aí a dor passa. Não passa, ela está ali, faz parte da memória desse corpo que pede socorro e precisa viver. Mas não é encorajado a sair do sofá e a movimentar um corpo real e não um corpo virtual.
Somos muito mais fortes e capazes do que imaginamos. Por vezes ficamos atrelados a informações pobres que nos mantém numa condição de incapacidade, sedentários e sem ação e reação. O tempo passa e nada muda. O remédio não ajuda e o fígado já não aguenta mais, o estomago grita, o repouso não melhora e as intervenções não surtem efeito.
Para mudar é preciso perturbar o corpo e modificar as memórias existentes.
Por que você não dá uma chance de movimentar seu corpo? Eu garanto, quem viver o processo e fizer o que tem que ser feito, vai melhorar. Fazer exercício físico sim!
Você já fez Pilates? O Pilates de Joseph Pilates? O Pilates que tem raciocínio? Porque ele funciona. Aceite o desafio, entenda o que pode ser feito com você e dê um passinho à frente. Quaisquer mínimas mudanças numa péssima condição, já fazem a diferença.
O corpo se adapta aos estímulos dados, para que repetindo e repetindo, ele perceba que pode repetir mais. Pode mudar. É um caminho a ser percorrido, mas temos a chance de a dor que antes era uma ameaça constante no seu corpo sofrido, seja diminuído.
Seu físico e emocional irão mudar, pois terá controle novamente sobre você. Não busque obstáculos que dificultam sua vida, além da dor. Não caia na armadilha do medo que insiste em privá-lo de qualquer movimento.
O controle tem de estar em todo o resto do seu consciente que percebe que há coisas possíveis de se realizar, que há como enfrentar a dor. Pense nisso, “O limite de quem sabe aonde quer chegar é quando chega, porque nada te para”.