O inferno astral presidencial mudou de lado. Depois de algumas semanas sangrando em praça pública, com desgastes os mais variados, Flávio Bolsonaro passou a pelota para Lula da Silva. Agora é o inquilino do Palácio do Planalto que vem passando trabalho e merecendo a atenção negativa da mídia e do noticiário político, na expectativa do início da campanha eleitoral no próximo dia 16. Além de todas as adversidades decorrentes do descalabro econômico-financeiro vivenciado pelo país, sobretudo pela má gestão e pela gastança desenfreada que abre um rombo bilionário nas contas públicas, o poder aquisitivo do brasileiro segue sendo aniquilado e corrói as bases eleitorais de Lula, inclusive no Nordeste, região onde ele vem perdendo consistência de forma preocupante.
Corrupção é cardápio fixo
Não bastasse o desastre econômico, chegam as denúncias de corrupção. Algo que, aliás, faz parte do cardápio não apenas de Lula e do PT, mas da esquerda brasileira de uma maneira geral nas últimas décadas. Mensalão, Lava Jato, Petrolão, todo tipo de ilicitude e prática de corrupção. Não é à toa que o atual presidente da República trocou a prisão pela cadeira do Planalto graças ao Supremo Tribunal Federal que, como bem disse o presidente argentino Milei, não o absolveu nem o descondenou. Simplesmente criaram um artifício para recolocá-lo no jogo eleitoral.
O INSS que assombra a campanha
O que está no radar e tem amedrontado os coordenadores da campanha de Lula é justamente a fraude praticada no INSS. Não apenas pelo desvio de recursos e pela prática do mal feito, mas sobretudo pelo envolvimento de familiares no processo. É o irmão Frei Chico, vice-presidente do sindicato favorecido pelo Careca do INSS que está preso. É o Lulinha, filho mais velho de Lula, que está na Espanha, com a situação tornando-se cada vez mais delicada.
André Mendonça não cede
O ministro André Mendonça não vai se submeter a pressões e manobras palacianas. O PT e o governo tentaram acionar o diretor-geral da Polícia Federal, mas foram devidamente enquadrados pelo magistrado relator. O Planalto tentou interferir e não conseguiu. O recado foi dado.
Marcola no meio da trama
Há ainda o Marcola, não aquele traficante, mas o chefe de gabinete de Lula, responsável pela agenda presidencial, atividade sabidamente sensível. Casado com uma jornalista que acompanha Lula há muitos anos, o casal era presença frequente na Polícia Federal de Curitiba durante os 580 dias em que o condenado Lula ficou trancafiado. E o pior: esse casal, mais o fotógrafo oficial do Palácio do Planalto, entrou em rota de colisão com o ministro da Comunicação Sidônio Palmeira, marqueteiro da campanha vitoriosa de 2022. Lula o afastou da campanha. Sidônio fica só como ministro.
Promiscuidade à luz do dia
A situação de Sidônio já era por si só emblemática: o cidadão é ministro e sócio do marqueteiro responsável pelo marketing político da campanha de Lula. A agência deles atende ao governo e ao mesmo tempo faz o marketing do candidato à reeleição. Uma mistureba complicada que fica escancarada à luz do dia, sem constrangimento e sem cerimônia. Sidônio é o ordenador das despesas.
Lulinha e as gravações que assombram
Marcola deixou de ser chefe de gabinete duas semanas antes de estourar o escândalo do empréstimo feito pela lobista ligada ao careca, que ao que tudo indica era mulher de Lulinha. Lobista e Careca participavam juntos do desvio dos recursos dos aposentados. E as informações que chegam são de que a campanha de Flávio Bolsonaro dispõe de gravações de Lulinha que poderão colocar em xeque a recandidatura do pai ao Palácio do Planalto. O ambiente está carregado. E olha que a campanha ainda nem começou.