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O impacto político do fechamento da ponte

Foto: Reprodução/Portal EA Notícias

Por: Ewaldo Willerding Neto

11/07/2026 - 07:07

O fechamento emergencial da ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, escancarou um problema que vai além dos transtornos no trânsito. Embora a decisão tenha caráter técnico e seja necessária para garantir a segurança dos usuários, a repercussão desaba sobre o governo do presidente Lula da Silva, independentemente de a gestão operacional estar sob concessão da ViaCosteira. A reação nas redes sociais mostra que a população cobra respostas imediatas, transparência e planejamento. Afinal, uma das principais ligações entre o Sul e o restante de SC não pode ficar vulnerável a intervenções emergenciais sem que isso gere desgaste político. Em ano eleitoral, a oposição encontra um discurso pronto, enquanto o governo precisa administrar a solução do problema e os impactos na opinião pública. Na política, muitas vezes, o custo de uma interdição vai muito além dos quilômetros de congestionamento.

Explicações

O comunicado da ViaCosteira não explica detalhes que levaram à decisão de interditar as pistas. Destaca que “equipes especializadas realizam vistorias” e que “após a conclusão das inspeções, novas informações serão divulgadas”. A ausência de uma resposta objetiva sempre abre espaço para especulações.

Convenção

Ainda tímido na pré-campanha, com ações restritas a eventos partidários e preparativos de agendas, o pré-candidato do Campo Democrático, Gelson Merisio (PSB), terá no próximo dia 21, na Alesc, a oportunidade de reunir todos os partidos de esquerda, que marcaram suas convenções para este mesmo dia.

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Datas

Cinco novas datas oficiais passam a integrar o calendário de SC: Dia da Parteira Tradicional (20/01), Dia do Heavy Metal (04/07), Dia do Cronista Esportivo (26/07), Dia da Cachaça Catarinense (08/09) e Dia da Valorização da Cultura Norte e Nordeste (12/10). Todas aprovadas na Alesc e sancionadas pelo governador.

Protesto

Foto: Reprodução/CVU

Após o vereador Valmir “Miri” Dagostin (PP), de Criciúma, levar milho verde para a tribuna da Câmara, em ironia ao R$ 1 milhão que seria repassado pelo governo do estado e não chegou, agora foi a vez do colega Erotides Borges Filho (União Brasil), de Urussanga, que usou nariz de palhaço pelo mesmo motivo. A campanha promete.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.