No começo de um negócio familiar, centralizar é praticamente inevitável. O fundador vende, entrega, cobra, contrata, resolve problemas e apaga incêndios. Isto porque a empresa ainda não possui processos, líderes ou caixa suficientes para funcionar de outra maneira. Nessa fase, ser um executor obsessivo não é um defeito. É sobrevivência.
O problema começa quando a empresa cresce e na jornada empresarial aparecem as três mudanças de posição do fundador:
1. do FAZER TUDO, quando velocidade e capacidade de execução valem mais que sofisticação;
2. ao FAZER ATRAVÉS DE OUTRAS PESSOAS, transformando o conhecimento que estava apenas na sua cabeça em capacidade empresarial;
3. enfim, ao INFLUENCIAR O FUTURO, afastando-se do dia a dia, deixando que os problemas sejam resolvidos sem depender dele. E esta última é a transição mais difícil de todas, porque exige abandonar uma identidade, deixando de ser o herói que salva o dia para se tornar o arquiteto que… planeja o futuro.