No próximo dia 12 de julho, uma das artistas mais completas de Joinville celebraria seus 100 anos de vida. Edith Wetzel (1920-2014) era filha caçula de 12 irmãos, foi aluna do ilustre escultor Fritz Alt, tendo participado, inclusive, da idealização da Escola de Artes Fritz Alt, da Casa da Cultura, onde atuou como professora por 18 anos.

Trabalhou no Museu Nacional de Imigração e Colonização por quase meio século e, em 2009, teve sua trajetória reconhecida pelo Governo do Estado com a Medalha de Mérito Cultural Cruz e Sousa, pela notória contribuição à cultura catarinense.

Tive o privilégio de conhecê-la. Realmente, era uma mulher sábia, carismática, amorosa e atenciosa. Professora de talento e artista sensível, que fazia questão de expandir a arte. Suas mãos deram vida a obras das mais variadas técnicas: porcelana, cerâmica, argila e pintura em tela, sendo essa ensinada pelo mestre Victor Kursancew. Até os últimos dias de sua vida, fazia retoques, aperfeiçoando ainda mais as suas criações.

Amava o trabalho. E amava Joinville. Certa vez, questionada sobre a cidade (que naquela oportunidade completava mais um ano de história), Edith respondeu que a via como um lugar agradável, mas que seria muito melhor se houvesse mais incentivo ao acesso à cultura, se calçadas recebessem mais atenção, se as ruas fossem consertadas com material de qualidade e se fossem colocadas em prática ações que evitassem as enchentes. Opiniões certeiras e, infelizmente, atuais.

Além de suas obras que hoje podem ser vistas nos museus da cidade, seu nome também está eternizado na história de Joinville. E esse é um dos feitos que orgulha a mim e a equipe que estava comigo à frente da antiga Fundação Cultural de Joinville. Foi no dia 30/03/2016, que inauguramos na Casa da Cultura, a Biblioteca de Arte Edith Wetzel.

Transformamos a antiga biblioteca num local especial, com nova mobília e com 200 novos livros sobre arte, sendo um dos maiores acervos de Santa Catarina. Foi uma singela homenagem à nossa artista, eterna referência para alunos, professores e admiradores. Dona Edith, uma artista ímpar e joinvilense admirável. Que seu legado de dedicação e amor à cultura e a Joinville sejam perpetuados por muitas gerações.

Por Rodrigo Coelho - deputado federal

 

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