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Nova configuração partidária muda correlação de forças no Senado em 2026

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Por: Áurea Arendartchuk

28/01/2026 - 06:01

O Senado Federal inicia 2026 sob um novo arranjo de forças políticas, marcando uma mudança relevante na correlação entre as bancadas às vésperas do último ano da atual legislatura. O Partido Liberal (PL) assume a liderança numérica da Casa, com 15 senadores, ultrapassando o PSD, que havia ocupado essa posição desde 2023. O movimento sinaliza fortalecimento da direita no Parlamento e reposiciona o PL como ator central nas disputas e negociações políticas ao longo do ano eleitoral.

Na sequência, o PSD aparece como a segunda maior bancada, com 14 parlamentares, seguido pelo MDB, que mantém a terceira colocação, porém agora com 10 senadores. O PT ocupa a quarta posição, com 9 cadeiras, enquanto o PP fecha o grupo das cinco maiores bancadas, com 7 representantes. O novo desenho indica uma fragmentação moderada, mas com vantagem clara dos partidos de centro-direita, o que tende a influenciar pautas, articulações e estratégias de votação.

Essa reconfiguração é resultado direto de uma série de migrações partidárias e rearranjos ocorridos ao longo de 2025, envolvendo trocas de legenda e mudanças de posicionamento político. Destacam-se a ida de Márcio Bittar para o PL, o ingresso de Alan Rick no Republicanos, a migração de Daniella Ribeiro para o PP e a desfiliação de Giordano do MDB. Esses movimentos evidenciam um período de realinhamento ideológico e estratégico, típico de ciclos pré-eleitorais.

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Além disso, a posse de suplentes e as licenças de titulares também contribuíram para o novo equilíbrio, sem necessariamente alterar de forma significativa os números finais. O cenário permanece dinâmico e deve sofrer novas alterações ao longo de 2026. Com a perspectiva de renovação de dois terços das cadeiras nas eleições de outubro, o Congresso já se movimenta em torno da construção de forças para 2027, quando um novo mapa político deverá emergir no Senado.

Penas

Dois projetos que endurecem penas para furto, roubo e estelionato aguardam votação no Senado. Um dos projetos amplia o tempo de prisão, cria pena específica para furto de celular (2 a 6 anos), eleva punições para roubo e aumenta mínimos em casos com lesão grave ou morte. Já o outro projeto de lei aumenta a pena do estelionato para 2 a 6 anos e tipifica o estelionato sentimental, com punição em dobro quando a vítima for idosa ou vulnerável. Outras propostas sobre crimes sexuais, acordos penais e testamento de emergência também estão prontas para análise em plenário.

Merenda escolar

O Parlamento catarinense inicia 2026 com projetos voltados à merenda escolar, direitos sociais e preservação cultural. Oito propostas já foram protocoladas, sendo duas do Executivo e seis de deputados. Entre os destaques está o projeto do deputado José Milton Scheffer (PP), que prevê a inclusão obrigatória de arroz produzido em Santa Catarina no cardápio da rede estadual, com foco no estímulo à produção local. As matérias devem entrar em pauta em fevereiro para análise nas comissões.

Proteção animal

Duas leis sancionadas no início de 2026 ampliam a proteção animal em Santa Catarina. Uma reconhece cães e gatos comunitários, prevê cadastramento, identificação, vacinação e garante a permanência desses animais nos locais onde vivem, com ações conjuntas do Estado, municípios e sociedade civil. Já outra proíbe veículos de tração animal, condução de animais com carga e competições de arrasto sem rodas, por risco à saúde. Há exceções para atividades culturais, rurais e de segurança pública. O descumprimento prevê multas destinadas ao Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar Animal.

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Áurea Arendartchuk

Jornalista com mais de 20 anos de experiência, atuei como repórter, colunista, editora e assessora de imprensa.