O Senado Federal inicia 2026 sob um novo arranjo de forças políticas, marcando uma mudança relevante na correlação entre as bancadas às vésperas do último ano da atual legislatura. O Partido Liberal (PL) assume a liderança numérica da Casa, com 15 senadores, ultrapassando o PSD, que havia ocupado essa posição desde 2023. O movimento sinaliza fortalecimento da direita no Parlamento e reposiciona o PL como ator central nas disputas e negociações políticas ao longo do ano eleitoral.
Na sequência, o PSD aparece como a segunda maior bancada, com 14 parlamentares, seguido pelo MDB, que mantém a terceira colocação, porém agora com 10 senadores. O PT ocupa a quarta posição, com 9 cadeiras, enquanto o PP fecha o grupo das cinco maiores bancadas, com 7 representantes. O novo desenho indica uma fragmentação moderada, mas com vantagem clara dos partidos de centro-direita, o que tende a influenciar pautas, articulações e estratégias de votação.
Essa reconfiguração é resultado direto de uma série de migrações partidárias e rearranjos ocorridos ao longo de 2025, envolvendo trocas de legenda e mudanças de posicionamento político. Destacam-se a ida de Márcio Bittar para o PL, o ingresso de Alan Rick no Republicanos, a migração de Daniella Ribeiro para o PP e a desfiliação de Giordano do MDB. Esses movimentos evidenciam um período de realinhamento ideológico e estratégico, típico de ciclos pré-eleitorais.
Além disso, a posse de suplentes e as licenças de titulares também contribuíram para o novo equilíbrio, sem necessariamente alterar de forma significativa os números finais. O cenário permanece dinâmico e deve sofrer novas alterações ao longo de 2026. Com a perspectiva de renovação de dois terços das cadeiras nas eleições de outubro, o Congresso já se movimenta em torno da construção de forças para 2027, quando um novo mapa político deverá emergir no Senado.
Penas
Dois projetos que endurecem penas para furto, roubo e estelionato aguardam votação no Senado. Um dos projetos amplia o tempo de prisão, cria pena específica para furto de celular (2 a 6 anos), eleva punições para roubo e aumenta mínimos em casos com lesão grave ou morte. Já o outro projeto de lei aumenta a pena do estelionato para 2 a 6 anos e tipifica o estelionato sentimental, com punição em dobro quando a vítima for idosa ou vulnerável. Outras propostas sobre crimes sexuais, acordos penais e testamento de emergência também estão prontas para análise em plenário.