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Mundo dos derrotados

Por: Luiz Carlos Prates

04/05/2026 - 08:05 - Atualizada em: 04/05/2026 - 08:29

Por que o mundo tem muito mais pessoas derrotadas, desanimadas do que pessoas altivas, “vencedoras”? Várias razões, mas… Fique claro, as pessoas derrotadas o são por elas mesmas, ninguém deve ocupar esse lugar de perdedor senão a própria pessoa. Culpar os outros é a saída mais fácil que os perdedores na vida encontram. Dedos apontados, facílimo. Remexendo nos meus arquivos de recortes de jornais, uma mania que comecei no início da minha adolescência, encontrei duas histórias bem interessantes e exemplares. A primeira lição foi deixada pelo Felipão, Luiz Felipe Scolari, então treinador do Grêmio, em 2021. Depois de uma derrota, Felipão disse que – “Temos que ter raiva do adversário”. Antes de tudo, devemos entender a palavra “raiva” no contexto esportivo. Raiva, nesse caso, significa jogar com todos os ímpetos positivos, jogar de “punhos fechados” para ganhar, entrar em campo cuspindo fogo. Estou falando numa linguagem figurada, mas é isso, jogar com os olhos saltando das pálpebras. Vale para nós no nosso trabalho. Fazer um trabalho simplesmente por fazê-lo é coisa dos perdedores na vida. Nunca serão vencedores. E a outra história que tirei dos meus arquivos de jornal é de 2013. História que envolve o Messi, um dos maiores futebolistas da história do futebol. Messi estava se recuperando de uma lesão num joelho e estava no banco de reservas durante um jogo do PSG, da França. O jogo rolava e os repórteres de olho no Messi, ele tinha na época 24 anos. Messi no banco jogava mais que os que estavam em campo, ele não respirava, os olhos iam junto à bola, levantava e sentava a cada jogada mais importante, estava jogando sem jogar… Ficou a lembrança e o exemplo de um jogador de caráter: ele estava jogando mesmo sem estar em campo. E quantos hoje fazem isso? Mas essa é a lição dos vencedores na vida, “jogar” o nosso trabalho com alma, coração e vida. Só assim seremos vencedores, o mais é enganação e… A pior das enganações é a enganação a nós mesmos. Quantos e quantos, eles e elas, depois de celebrado o casamento acham que são os donos dele ou dela? E quem é dono não precisa “suar”. Será? O mundo dos derrotados é o maior de todos. E as nossas derrotas começam na nossa cabeça.

MEMÓRIA

Nunca esquecer, nós somos a nossa memória. Acabei de ler, pela milésima vez, um comercial sobre legumes. Dizia assim: – “Vegetal barato que pode ajudar a memória”. Nada mais que um comercial de vendas. O que nos preserva a memória, tanto quanto possível e verdade, é a energização contínua da memória, é o acumular conhecimentos sem parar ao longo da vida, é o fazer uso dos conteúdos da memória.

VIDA

Não, ninguém escapa do ponto final na vida, um dia ele chegará, mas… Esse ponto final bem que pode ser mantido a distância, pela boa alimentação, pelos exercícios continuados e, mais que tudo, pela nutrição saudável da memória por leituras e conhecimentos diversificados e “eternos” ao longo da vida. Nesse ritmo, o ponto final será chutado para mais longe, é a tendência. Infelizmente, a maioria prefere cuidar das rugas e envenenar-se com canetas emagrecedoras.

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FALTA DIZER

Há medos que não devem ser enfrentados, como, por exemplo, sair às ruas de noite e nem aí para o que pode acontecer, esquecendo que estamos no Brasil, mas… Fora disso, o medo é um aviso de nossas fraquezas e que pode ser vencidos, basta decisão e enfrentamento. E assim, os medos dão no pé…

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.