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Mudar de vida

Por: Luiz Carlos Prates

24/08/2026 - 07:08

Nossa vida é uma repetição enfadonha dos estímulos que nos cercam no dia a dia, não nos damos conta disso. O que ouvimos, o que vemos, o que acompanhamos nos nossos sites favoritos, de tudo um pouco, nos condiciona o viver. E não nos damos conta disso, vamos sendo envenenados aos poucos. E quando digo envenenado não estou usando figura de linguagem, estou falando de “venenos” mesmo. Dificilmente vamos ter pessoas de boa conversa ao nosso lado, dificilmente vamos ouvir boas notícias, seja qual for a fonte de notícias, até porque notícia boa para a imprensa é a notícia ruim. As notícias boas passam batidas, ninguém as “ouvem”. Ler é um “vício” que nos pode levar ao paraíso na terra. – “Ah, Prates, mas eu não suporto ler, não consigo ler duas ou três linhas”! Essa frase já ouvi miríade de vezes, porém… Lembremos que ler é um “vício”, o melhor dos vícios e é possível começar esse vício com doses mínimas. Não gostas de ler? Então, façamos assim: um livro leve, com boas lições, com estímulos, vamos ler uma página por dia desse livro. Não mais, uma página. Mas amanhã tem outra página, sempre uma página… De repente, a pessoa não se dá conta, mas leu ontem duas, três páginas… Lá pelas tantas, a pessoa outrora avessa às leituras, está lendo como que a seguir um velho hábito. Essa pessoa crescerá pessoalmente, socialmente e, acima de tudo, emocionalmente. Terá “remédios” sempre à mão para as ansiedades. Se é verdade que o meio onde vivemos nos influencia, podemos mudá-lo mudando a nós mesmos. Nem tudo que o “marido” diz é verdade, nem tudo que a esposa diz é sinceridade, mas se a vida a dois for uma lorota atrás da outra, ainda que lorotas bem dissimuladas, a vida dos pombinhos não irá longe. Nossas infelicidades resultam de incômodos emocionais repetidos e, não raro, deixados passar. E quando temos consciência de onde nossos incômodos emocionais procedem, frequentemente dizemos que não há saída, que é assim mesmo e nada vai mudar. Pensar e viver assim é uma sentença de morte. O pior dos venenos modernos? O celular. Raríssimamente usado para uma boa causa, mais das vezes para saber de fofocas e mentiras alheias. Nas comunicações digitais? Todos somos mentirosos, mas somos livres para mudar a nossa vida. Será mesmo que somos?

TEMPOS

Os sábios milenares já nos diziam, há séculos, que a maneira de estarmos livres de preocupações e de ansiedade é concentrando nossa atenção no momento presente. Mas o que mais fazemos? Pensamos o tempo todo nos “infortúnios” do possível amanhã. A conta não fecha, a cabeça ensandece e a vida se torna uma desgraça. E essa desgraça tem nome: ansiedade, medo dos vagos e imprecisos num amanhã criado por nossa cabeça.

PERGUNTA

Um jornalista de São Paulo, numa entrevista, perguntou porque há tantas músicas depreciando mulheres? Ora, amigo, porque os imbecis sabem que muitas delas acham graça da letra da música, sem falar que debochar das mulheres eleva a autoestima dos pintos caídos… A primeira reação delas deve ser não ir aos shows desses parvos. Sem mulheres acabam o cinema, o teatro, o circo, as músicas, tudo. O poder é delas, porém… Precisam acordar, coletivamente.

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FALTA DIZER

Vicaricídio, palavra que entrou na moda. É o crime cometido por canalhas sobre descendentes, como filhos, por exemplo. Patifes que merecem prisão perpétua ou pena de morte estão matando os filhos para fazer sofrer as mulheres que os mandaram pastar… Identificá-los “antes” e… “Amansá-los”.

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.