Mudar as palavras – Luiz Carlos Prates

Foto Divulgação

Por: Luiz Carlos Prates

17/07/2023 - 06:07

Poucos entendem a força do “porão”, isto é, do nosso subconsciente. Nosso consciente é um soldado da vida, ele cumpre ordens, as ordens que vêm do “comando”, e o comando está no porão, o subconsciente. Vou logo abrir a janela, o assunto é longo. Vamos lá. Quando alguém sai para fazer uma prova, seja na faculdade ou num concurso público, e sai dizendo – “Se Deus me ajudar, vai dar tudo certo”! Se você ouvir alguém dizer isso, puxe esse mandrião pela gola e mande-o refazer a frase. O ordinário está jogando sua “aprovação” na vontade de Deus? Safado! Quem estuda, quem se prepara, quem sabe o que está fazendo e como deve fazer, vai lá e faz, não fica jogando às costas de um santo, de um anjo ou de um deus o seu destino. Outra coisa. É bom lembrar que na vida só há dois problemas: perder a saúde ou perder um ente querido. Fora disso, tudo o mais é secundário, bem secundário. E aí, uma pessoa doente, sabendo-se doente e até mesmo muito mal, põe-se a rezar. E reza mais ou menos dizendo assim – “Senhor meu Deus, (ou meu santo, meu anjo da guarda…) ajude-me, não quero mais continuar com essa doença”! Mais ou menos isso. Ou então, “Não quero isto na minha vida…”. Vamos lá, vamos traduzir essas frases, traduzir como o “porão” da vida, o subconsciente, traduz: “… quero mais continuar com essa doença”! Nessa parcela da frase há muito mais palavras pedindo a doença que celebrando a cura. O “não” é uma palavrinha isolada na frase. O mesmo na outra frase – … quero mais isso na minha vida! Outra vez o “não” fica sozinho contra várias outras palavras pedindo em sentido contrário. Claro que a maioria das pessoas acha isso uma bobagem. A pessoa ao rezar tem que dizer diferente, tem dizer – “Meu Deus, meu santo, meu anjo, obrigada/o pela minha saúde, estou bem, cada vez melhor, obrigada/o”. É rezar agradecendo pelo que ainda não tenho, mas como já possuindo. Isso é o que vai pesar no “porão” da vida mental. O positivo nunca perde para o negativo. E os pais que ensinem aos filhos – Quem estuda não precisa sair de casa dizendo que seu Deus ajudar vai dar tudo certo. Sempre dá certo quando fazemos “previamente” o que temos que fazer, no caso, estudar. Amém.

PROBLEMAS

O que são problemas na vida? Tudo depende de quem os vive. Há uma velha máxima socrática que diz que – “O modo como nos relacionamos com o problema é o problema”. Em muitos momentos, perdi o sono com “problemas” que passado um tempo vi que nunca foram problemas. Idiota. De fato, sensibilidade e bom juízo fazem a diferente entre os humanos. E aí, e esse seu problema, é mesmo um problema? Cuidado!

TEMPOS

Quase branqueei os cabelos estudando dois tipos clássicos da Psicologia: o introvertido e o extrovertido. E ninguém discutia, são comportamentos clássicos e naturais entre os humanos. Só que… Passado um tempo, a “introversão” virou doença. Oportunismo. Introversão nunca foi nem nunca será doença. Esta sociedade de hoje anda tão doente que tudo está virando doença ou crime… Sei bem da intenção dos “sonsos”…

FALTA DIZER

Soube lendo jornais… Um sujeito, lá em cima, no Brasil, fez uma festa de aniversário para o filho de cinco anos. Mesa farta, doces, bebidas, tudo postado nas redes sociais. Na segunda-feira, o “papai” festeiro foi demitido. As bebidas eram todas de outra fábrica, concorrente, da empresa onde o “papai” trabalhava. Baita mancada.

Notícias no celular

Whatsapp

Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.